Onaldo Queiroga

Onaldo Queiroga

Juiz de Direito, Escritor, grande admirador das obras de Luiz Gonzaga, nascido na cidade de Pombal (PB), mora e exerce o cargo de Juiz de Direito atualmente na capital João Pessoa.

Publicado em 21/09/2017 12h25
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Saudade

O que é saudade? Como sabemos esse vocábulo não possui tradução literal em diversas línguas. Mas é a palavra mais utilizada pelos poetas da língua portuguesa, principalmente, quando escrevem sobre o amor, sobre momentos felizes e inesquecíveis, os quais ficam tatuados na alma, fazendo com que o nosso âmago perenemente sinta vontade de revivê-los.

Contam que a saudade emergiu no Brasil nos instantes de solidão dos portugueses que para aqui vieram, mas que jamais esqueceram de sua terra e seus familiares. A distância e a melancolia criaram a saudade. Ela nos remete as lembranças de momentos felizes já vividos, contudo, deixa em nós, estranhamente, a sensação de tristeza.


Para Mário Quintana, a saudade “é o que faz as coisas pararem no tempo”. Certeza e acrescento que só acredito em saudade de coisas boas e, por isso, temos que ter cuidado, haja vista que devemos nos alimentar da saudade para relembrar instantes que nos trouxeram felicidade, porém, não podemos deixar que a saudade nos domine, pois há o risco dela nos paralisar nas lembranças desses momentos e aí nos levar a acreditar que não mais somos capazes de viver outros instantes de regozijo. E aí a saudade que inicialmente se vestiu de ledice, abruptamente nos conduz para o antagônico mundo da desolação.


Na vida tudo tem que ter equilíbrio. Viver a saudade também exige dosagem de autocontrole. Mas o importante é que a saudade é fonte inesgotável de inspiração para os poetas, e, como diz Peninha: “Saudade é melhor do que caminhar vazio”.


Devemos sempre matar a saudade, ou seja, tornar as lembranças em momentos de alegria, mas nunca permitir que a saudade mate a gente.  


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