J.G Fernandes

J.G Fernandes

José Geraldo Fernandes Neto é natural de Pilões, localizado a 117 quilômetros de João Pessoa/PB. Escreve desde 2013 textos que variam entre críticas sociais, poesias, motivação, política, entre outros. Formado no Curso de Letras da UEPB, escreveu o o prefácio do livro de crônicas Relicário, da autora Aninha Ferreira. Também escreve textos por encomenda para prefácios de dissertações e outros trabalhos acadêmicos. “Escrever é a arte que mais me satisfaz“

Publicado em 14/01/2019 11h24
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Todo mundo vai mudar

Todo mundo  vai mudar, de uma forma ou de outra. Não podemos impedir a inevitável e incondicional transição que a vida nos impõe. Por isso que nem dá muito tempo de olharmos como tudo aconteceu e, do nada, tudo parece ter chegado (ou realmente chega) ao seu final. Logo a gente está cheio de histórias para contar e com a bagagem cheia de saudades.


Não dá para brigar o tempo todo com o espelho. Chega a ser ridículo nos desesperarmos com os primeiros cabelos brancos, as rugas, a calvície, pois não é a aparência física que vai enfeitar os caminhos pelos quais passamos. Precisamos ter sido mais que um rostinho bonito que passou pela vida.


Para sermos felizes é imprescindível que saibamos a hora de largar o bastão, avançarmos de fase, nos desapegarmos do que não acrescenta mais. Não é preciso levarmos tudo, mas o essencial não podemos deixar para trás, porque, se abrirmos um caminho de amor, aqueles que nos amam saberão como nos encontrar através dele. Isto nós só compreenderemos muito tempo depois, mas, quando se trata de ações e sentimentos, a vida reverbera através de conseqüências.


Não é sensato a gente adiar, querer reviver as mesmas coisas que nos fizeram bem, pois é a alma que não sossega quando o momento não é mais o dela. Não é questão de querer, mas de sentir.


Vai tudo acontecendo rápido demais. A gente ainda sente o cheiro da merenda do jardim escolar e já tem que escolher a faculdade; nem nos disseram como fazer e já estamos no primeiro emprego; e logo vêm os amores e suas decepções, casamentos, filhos (nem sempre exatamente nessa ordem), e as doenças começam a nos preocupar e o envolvimento com as contas a pagar...


Dá sempre um aperto no peito olharmos para trás, mas querermos ficar nos entristece ainda mais. É a vida que segue. É a história que tem que ser preenchida. São os amores e desamores. É o nosso desafio diário de não tentarmos levar o passado para o futuro, mas de capturarmos a essência do que passou para compreendermos o que ainda vai vir.


É exatamente isso, meu amigo. Não é somente de corpo que a gente vive, mas principalmente de alma.

José Geraldo Fernandes Neto


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