Des. José Di Lorenzo Serpa

Des. José Di Lorenzo Serpa

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Publicado em 16/01/2014 16h13
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O Deserto e Nossas Vidas

  O nosso planeta é constituído de continentes, mares, rios e desertos, e todos me impressionam sobremaneira, incluindo ilhas e demais acidentes geográficos, que não posso citá-los por motivos óbvios. Apenas um, dentre eles, me cativa profundamente, que é o deserto.

 

Isto ocorre, talvez, em virtude dos filmes da minha juventude, nos quais os atores com espadas cintilantes, sob um sol causticante, e no fim do filme, em meio a um deserto, surge de repente um oásis com água para refrescar o rosto e matar a sede.

Os beduínos dos filmes e da vida sempre me cativaram pela sua coragem e denodo, enfrentando o árido deserto, que, geograficamente, existe em vários países do mundo.

  

Cada país tem o seu deserto, como os existentes no Oriente e nos Estados Unidos, inclusive no nosso Brasil  apresentando deles com larga extensão territorial.

 

Mas ao lado do deserto do planeta registramos também a existência no sentido figurado de um deserto em cada um de nós, no fundo do nosso coração, portanto, difícil de povoá-lo.

  

Ele, o deserto, se apresenta, durante a passagem de nossa vida, nos momentos difíceis, de situações aparentemente insolúveis.

 

Falo assim por ter visto numa revista um pronunciamento do Papa Bento XVI esclarecendo que o coração humano se torna um deserto quando perde a capacidade de ouvir, de dialogar com o próximo e de falar as coisas que vêm de Deus.

 

Assim como Moisés conduziu o seu povo pelo deserto, ouvindo suas reclamações e lamúrias, é preciso saber que devemos cuidar do nosso deserto interior, em particular. Manter a esperança que ele, o deserto, um dia passará e será irrigado por outras águas.

 

Ambos os desertos nos preocupam bastante e necessário se faz um processo de desertificação, um junto ao Ministério do Meio Ambiente e outro no ministério de nossas vidas.

  

Diz a estatística que na região do semi-árido nove Estados apresentam solo fértil para a desertificação e, consequentemente, o desmatamento.
  

Consta ainda que 65% (sessenta e cinco por cento) do solo paraibano está propício à desertificação. E agora?

   Que fazer com ambos os desertos?

 

    Des. José DI Lorenzo Serpa
                                                          
    
     
 


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