Espaço do Cidadão

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Publicado em 20/05/2014 23h29
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Em Defesa da Voz

Por Inocêncio Nóbrega*

Criada em 22 de julho de 1935, por Getúlio Vargas, sob a denominação de Programa Nacional, mais tarde Hora do Brasil, propunha por nossos concidadãos, de qualquer recanto do país, bem informados acerca dos principais atos oficiais da Presidência da República. Desde a Agência Nacional de Notícias, nos stúdios da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, inicialmente apresentada pelo radialista Luis Jatobá, para uma cadeia de dezenas de emissoras, continua a ter uma hora de duração (19 às 20 horas), cuja transmissão é obrigatória. Em 1962, passou a ser compartilhada com o Legislativo, dividindo o tempo em partes iguais. Hoje, seus últimos seis minutos são ocupados pelo Judiciário e Tribunal de Contas. Havia, também, informações de estados e municípios, ligadas aos interesses do Catete. Podemos encontrá-la, ainda, pelo vídeo da internet. Seu nome foi, mais uma vez, mudado em 1971, para “A Voz do Brasil”. Recordo-me que sua pontualidade inglesa fazia com que conferíssemos o horário dos relógios. Atualmente, é produzida pela Empresa Brasil de Comunicação-EBC, numa linguagem accessível e escorreita, dentro dos melhores padrões da comunicação radiofônica.

Entretanto, simplesmente irascível a iniciativa da grande mídia nacional, através da Associação Brasileira de Rádio e Televisão-Abert, reivindicando sua flexibilização. Motivo: atender aos caprichos da Copa do Mundo, colocando em risco nossa soberania. Usando como passaporte a deputada Perpétua Almeida (PC do B), Projeto de lei já tramita no Congresso Nacional. A fim de reforçar tal pretensão move solerte campanha, perante a sociedade brasileira, coletando assinaturas por via eletrônica. Escolheu, até, o lema: “A Voz que eu quero Ouvir”, numa clara contestação a um dos símbolos nacionais. Sua aprovação ensejará num crime de lesa-pátria, porém acreditamos que veto presidencial evitará que a história do Brasil não seja mais uma vez maculada. Caso contrário, estaremos a um passo de sua extinção.

As pessoas de bom senso, as quais ainda acreditam nessa nação, certamente não apoiarão esses argumentos dos doutores midiáticos, pois além de pífios e estapafúrdios ferem os princípios da nacionalidade.

 

Fonte: *Jornalista/inocnf@gmail.com

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