Lindinalva Ramalho

Lindinalva Ramalho

Lindinalva Ramalho, Psicóloga Clínica, especialista em Saúde da Famíla, Coach de Relacionamentos, e proprietária da FinoAmor – Agência de Namoro & Matrimônio. Realiza atendimento a solteiros que desejam um relacionamento saudável e duradouro, e aconselhamento conjugal para casais em crise.

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Publicado em 30/03/2015 14h28
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A melhor versão de mim: eu mesma - ressignificação

Bia, professora, 32 anos, casada, mãe de uma menina de oito anos, retorna, pela segunda vez, ao meu consultório, extremamente triste. Na primeira, há alguns meses, fizera o acompanhamento dela e de seu marido: advogado bem sucedido, 38 anos. Naquele tempo, ela queixava-se da baixa qualidade de tempo que este dedicava a ela e à filha. Após algumas sessões de psicoterapia, o marido reconheceu que ela estava certa, que tinha motivos para reclamar. De fato, ele passava pouco tempo com a família. Resolveu, então, assumir o compromisso de, pelo menos, três dias na semana, almoçar em casa, e, aos domingos, fazerem sempre um programa  juntos.


Depois de algumas sessões, afirmaram estar muito satisfeitos com as novas mudanças na rotina da família, e decidiram encerrar o processo. Concordei com o casal, posto que haviam encontrado solução satisfatória para a queixa inicial.


Tempos depois, Bia retornou. Dessa vez, Bia, além de triste, estava muito zangada! Havia descoberto que o marido mantinha um relacionamento extraconjugal por mais de três anos.  Ainda não tinha falado sobre o assunto com ninguém, nem mesmo com ele, e não sabia como encarar aquela realidade. Quando lhe pedi que me contasse o que tinha acontecido, ela falou que o marido havia cumprido a promessa que fora feita no consultório por muito pouco tempo e que, por isso, passara a desconfiar de infidelidade. Sempre que indagava sobre o assunto ele dizia que ela estava ficando louca, ele não tinha tempo para essas coisas, o trabalho lhe consumia todo o tempo, e logo lhe pedia para mudar de assunto. Perguntei-lhe o que lhe dava tanta certeza de estar sendo traída.

Ela entregou-me um envelope e pediu-me que visse com os meus próprios olhos. Senti  que não estava somente desconfiando do marido, certamente, naquele envelope estariam as provas da sua desconfiança. Ela confessou que buscara apoio profissional para investigar os passos do marido, mas que jamais esperou que fosse ter tamanha decepção. Sempre acreditou que ele a amava, podia até ter alguns flertes, mas manter um caso com a colega de trabalho que os acompanhara por várias vezes nas viagens de férias com a sua filha, aquilo era demais! Disse-lhe que sabia o quanto aquele momento estava sendo doloroso para ela .Perguntei-lhe o que pretendia fazer com aquelas fotografias e filmagens. Ainda chorando, balançou a cabeça com um gesto de que não sabia o que fazer.


Ficamos ali no consultório por quase duas horas, até que ela se acalmasse e pudesse ir dirigindo pra casa.


Posso afirmar que foi muito difícil para Bia enfrentar aquela situação.


Ela não se separou de imediato, precisou de mais tempo para elaborar a sua dor.


Ela conseguiu “dar a volta por cima”: pensou, repensou, imaginou todas as possibilidades de superação daquela traição, questionou o marido se estaria disposto a romper o caso amoroso com a sua amiga de trabalho. Após dois meses, depois de muito conversarem, chegaram ao consenso de que a separação seria a melhor solução para o casal e também para o desenvolvimento da criança.

Enfim, ela mesma percebeu que não queria viver com aquela sombra escura em sua vida. Precisava recomeçar sua vida, ficar sozinha, investir mais nela mesma. Não gostava dos sentimentos de insegurança e desconfiança que sentiu durante alguns anos e, para o seu próprio bem, faria algo diferente, desta vez. Decidiu fazer uma viagem de férias por duas semanas e retomar o seu mestrado que havia parado para dar mais atenção à filha e ao marido. Estava decidida a ser uma melhor versão de si, seria apenas ela mesma!


*“Ressignificação, na linguagem da psicologia moderna e da Programação Neurolinguística (PNL), é a habilidade que temos de atribuir um significado positivo, satisfatório para um acontecimento que muito nos incomoda ou prejudica, de tal forma, que após ressignificado, passamos a encará-lo com muita tranquilidade, chegando até mesmo a agradecer a Deus por essas oportunidades de crescimento".

Lembre-se:

Você é co-responsável pela sua realidade. Exercite o seu poder de escolha e faça valer os seus desejos, não importa o que esteja acontecendo em sua vida agora. Se não pode mudar o seu passado, reprograme o seu futuro!
Se desejar, escreva-me, conte-me a sua história, tire as suas dúvidas e vença os seus conflitos: lindi.psicoach@hotmail.com ou WhatsApp: (83)8876-5056.

Eu sou Lindi Ramalho e desejo a você uma ótima semana!


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