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Publicado em 01/07/2015 12h25
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Aos jovens advogados

Por Inaldo Leitão

Se eu fosse um jovem advogado, adotaria de pronto a sugestão que vou dar agora.


Instalaria o meu escritório de advocacia especializado unicamente em mediação, conciliação e arbitragem. Não que o Judiciário seja imerecedor da minha confiança, mas o sistema judicial não tem estrutura para acompanhar o assustador e crescente número de conflitos submetidos ao seu julgamento.


A dados de 2013, são quase 120 milhões de processos em trâmite nas diferentes áreas da Justiça. Hoje esse número já deve passar dos 140 milhões.
Os Estados Unidos adotaram, desde 1976, esses meios alternativos de resolução de conflitos, chamados de multiportas, diante de uma situação semelhante ao que hoje ocorre no Brasil: congestionamento do aparelho judicial.


Vejam o que disse Alberto Pasqualin, Presidente do Conselho Nacional das Instituições de Mediação e Arbitragem:


"Quando acabam os processos, depois de anos nos escaninhos do Judiciário, o mundo já não é mais o mesmo. As partes envelheceram ou morreram. As empresas fecharam, faliram ou foram vendidas. Os governos e os políticos mudaram. A solução judicial demorada acaba e sai num mundo novo, fora do tempo, muitas vezes inadequada e inútil para compor o antigo litígio entre as partes".


Pensem nisso, jovens colegas, e atuem para romper a velha cultura da judicialização de conflitos. E recebam seus honorários com rapidez e satisfação.

Fonte: Advogado, ex-secretário de Estado e ex-deputado estadual e federal

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