Lindinalva Ramalho

Lindinalva Ramalho

Lindinalva Ramalho, Psicóloga Clínica, especialista em Saúde da Famíla, Coach de Relacionamentos, e proprietária da FinoAmor – Agência de Namoro & Matrimônio. Realiza atendimento a solteiros que desejam um relacionamento saudável e duradouro, e aconselhamento conjugal para casais em crise.

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Publicado em 04/08/2015 12h10
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Descubra qual é o remédio para o seu filho e a dose certa

                Acredito que, atualmente, a indústria farmacêutica é um dos mercados que não podem reclamar da crise econômica que o nosso país atravessa. Até porque, somos adeptos à frase “para tudo tem um remédio”, o que nos torna dependentes de um “remedinho” para tudo... rsrs...


                Como diz o ditado popular “De médico e de louco, todos nós temos um pouco!”, não é surpresa alguma que nós nos automedicamos, em muitos casos, com a melhor das intenções, nem que seja aquele simples descongestionante nasal, antigripal ou analgésico. Agimos por impulso, quando vemos alguém se queixar de um problema de saúde, desde uma dorzinha de cabeça, coluna, etc., e logo sugerimos o nome do remédio que funcionou legal conosco, ou mesmo o caso de sucesso que uma outra pessoa que nos falou.


                Devido à cultura do imediatismo, que exige resultados satisfatórios e rápido, muitas vezes, não damos a atenção necessária às consequências que o abuso da medicação pode nos causar a médio e longo prazo.


                 A situação se agrave quando agimos assim com a saúde das nossas crianças. Tenho visto muitos profissionais de saúde, especialmente infantil, como pediatras e psiquiatras, chamando a atenção dos pais, cuidadores e professores, para a desinformação que facilita a suspeita do diagnóstico de TDAH. Só precisa a criança apresentar alguma agitação ou desatenção em casa ou na escola, e logo é cogitada a possibilidade de ser portadora do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. E, é claro, já encaminhada ao médico, para que lhe prescreva um “remedinho”.


                Pesquisando sobre este assunto pela internet, encontrei uma excelente matéria com informações que podem ajudar bastante aos pais e professores a tirar suas dúvidas e esclarecer melhor sobre TDAH.

Veja parte da matéria:

                “O papel da escola na identificação do problema é bastante questionado e requer cuidados. Antes de concluir que se trata de TDAH e encaminhar o aluno a psicólogo ou neurologista, a escola pode chamar os pais e conversar sobre a possibilidade de se tratar de um transtorno de aprendizado ou ajustar determinados comportamentos que podem ocorrer no desenvolvimento da criança. Mas o diagnóstico e, se necessário, o encaminhamento a um especialista, só devem ser realizados pelo pediatra, explica o Dr. Marun David Cury, membro da Diretoria de Defesa Profissional da SPSP. ‘É da abrangência do pediatra confirmar ou não uma possível dificuldade de aprendizagem, déficit ou outro distúrbio, e isso será feito a partir da análise de todo o histórico do pequeno paciente, desde o pré-natal.’”*

                     Alguns hábitos de comportamentos são transmitidos de geração em geração, dos pais para os filhos, portanto, ainda levará algum tempo para escaparmos do costume de termos sempre uma “farmacinha” em casa para os casos que julgamos mais simples e corriqueiros.
                     Não poderia deixar de lembrar aos pais e cuidadores para o fato de que as crianças têm tanta necessidade de receber o nosso carinho e atenção, quanto de satisfazer as necessidades básicas de comer e dormir! Então faça uma análise e descubra, de fato, qual o “remédio” e a dose certa que o seu filho está precisando!

Eu sou Lindi Ramalho, psicóloga, psicoterapeuta e coach de relacionamento e desejo a você uma ótima semana! ;)

*www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2015/08/deficit-de-atencao-na-infancia-e-o-uso-abusivo-de-medicacao


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