Lindinalva Ramalho

Lindinalva Ramalho

Lindinalva Ramalho, Psicóloga Clínica, especialista em Saúde da Famíla, Coach de Relacionamentos, e proprietária da FinoAmor – Agência de Namoro & Matrimônio. Realiza atendimento a solteiros que desejam um relacionamento saudável e duradouro, e aconselhamento conjugal para casais em crise.

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Publicado em 23/11/2015 10h12
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Violência Doméstica X Codependência

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine”. 1 Coríntios 13:1

Recentemente me ausentei alguns dias de João Pessoa e, ao chegar, mais uma vez, fiquei perplexa com o caso bárbaro de violência doméstica contra a mulher, ou melhor, contra as mulheres (mãe e filha). Violência realizada com requintes de crueldade por um cidadão, até então, visto como homem tranquilo e calmo por vizinhos e colegas de trabalho. Contudo, dentro de casa, segundo familiares, nos últimos tempos, vivia em guerra com a esposa que já havia pedido a separação, e a enteada que se queixava de estar sendo perseguida pelo mesmo! Casos como este nos deixa com uma sensação de impotência e revolta imensurável!


Fiquei comovida com a atitude de alguns membros da família que mobilizaram a presença das instituições que compõem a Rede de Apoio às Vítimas da Violência Contra a Mulher, estes, durante o evento de mobilização pela PAZ, tentavam alertar a população feminina para o fato de que, ao primeiro sinal de suspeita, a possível vítima deve buscar imediatamente a ajuda de pessoas ou órgãos que combatem esse tipo de violência. Ouvindo representantes das várias instituições governamentais e não governamentais, senti falta de um tema que acho muito pertinente: Transtorno de personalidade dependente ou Codependência. 


Há alguns anos, quando prestei serviços ao Programa de Assistência Às Vítimas de Crimes Violentos, era comum, nós do setor psicossocial, identificar esse transtorno em mulheres, muitas vezes independes financeiramente, porém, totalmente dependentes emocionalmente dos seus companheiros. Em muitos casos, encaminhávamos essas mulheres às clínicas de psicologia da UFPB e da UNIPÊ/JP para acompanhamento psicológico sistemático.


Uso esse momento para instigar os nossos leitores a conhecer um pouco mais sobre o tema e criar espaços de discussão em reuniões sociais com seus familiares e amigos.
Chega de silêncio e vergonha de falar sobre o que acontece no interior dos lares disfuncionais e desestruturados, o que gera grande prejuízo à sociedade como um todo!!!

 

Em nome do Amor e da solidariedade, defendo o meu direito de viver numa sociedade mais justa e menos violenta, onde todos nós possamos desfrutar de paz e harmonia dentro e fora dos nossos lares.

 


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