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Publicado em 10/03/2017 18h04
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Trinta casas são destruídas durante novo incêndio em Paraisópolis

Famílias vítimas do incêndio que aconteceu hoje (10) na Favela de Paraisópolis, que destruiu 30 barracos, lamentam não ter conseguido salvar seus pertences e até mesmo animais de estimação.

Famílias vítimas do incêndio que aconteceu hoje (10) na Favela de Paraisópolis, que destruiu 30 barracos, lamentam não ter conseguido salvar seus pertences e até mesmo animais de estimação. Esse é o segundo incêndio na comunidade em menos de dez dias.

O Corpo de Bombeiros trabalhou diretamente no combate às chamas desde as 10h20. Às 12h, começou o trabalho de resfriamento da área. Atualmente, cerca de 100 mil famílias vivem em toda a comunidade, a segunda maior da capital paulista, atrás de Heliópolis. Os bombeiros informaram que ninguém se queimou ou ficou intoxicado.

A auxiliar de limpeza Antônia Neves da Silva, de 42 anos, estava se arrumando para sair, por volta das 10h, quando o fogo começou. “Escutei o povo gritando na viela que tinha fogo. Quando eu fui ver, o fogo já estava chegando ao meu barraco. Tentei salvar meus bichinhos, meus três gatos, mas não consegui. Um eu achei queimado, já levei ao veterinário, agora estou procurando os outros dois”, contou.

Antônia morava no barraco há cinco anos com o marido, que não estava em casa no momento do incêndio. “A única coisa que consegui salvar foi minha bolsa. Estou na rua. Só Deus sabe o meu destino agora”, disse.

Ainda machucado do último incêndio no dia 1º de março em Paraisópolis, o ajudante de pedreiro Cleiton Joan Santos, de 26 anos, perdeu a segunda casa atingida pelas chamas na comunidade. “Eu acabo de perder meus dois barracos, agora estou com dois filhos na rua, sem lugar para ir.”

No outro incêndio, Santos tentava salvar amigos quando um barraco desabou sobre ele. O ajudante de pedreiro sofreu ferimentos no rosto e peito. Há cinco anos, Santos mora em São Paulo, vindo no Nordeste em busca de uma vida melhor.

Também morador da comunidade, Martins Xavier, de 17 anos, contou que perdeu seu barraco durante o outro incêndio em Paraisópolis. “Ninguém teve tempo de salvar nada”. Solidário aos vizinhos que também perderam seus pertences no atual incêndio, ele decidiu organizar uma lista de desabrigados para encaminhar ao Poder Público.

 

Edição: Juliana Andrade

 

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil


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