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Publicado em 07/04/2017 10h34
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Trump bombardeia a Síria, Rússia repudia e França e Alemanha apoiam

O Kremlin reforçou que os Estados Unidos terão consequências negativas porque violaram normas do direito internacional

Por Leandra Felipe e Paola De Orte - Correspondentes da Agência Brasil

Líderes mundiais repercutiram hoje (7) o lançamento de 59 mísseis, pelos Estados Unidos, contra a base militar do governo da Síria nessa quinta-feira (6). A Rússia repudiou fortemente, enquanto a França, a Alemanha e Israel apoiaram o ataque. Segundo o presidente norte-americano, Donald Trump, a ação foi uma resposta ao ataque químico lançado no começo da semana pelo Exército sírio, comandado pelo presidente Bashar Al Assad.

Em comunicado, o presidente russo, Vladmir Putin,  disse que o lançamento dos mísseis agrediu um Estado soberano e isso representa "um golpe nas relações da Rússia com os Estados Unidos".

O Kremlin reforçou que os Estados Unidos terão consequências negativas porque violaram normas do direito internacional. O país já pediu pediu uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

A França e Alemanha afirmaram, em comunicado conjunto, que o presidente sírio, Bashar Al Assad, tem plena responsabilidade pelos ataques dos Estados Unidos à base militar do governo sírio.

 

O primeiro-ministro de Israel também apoiou. Benjamin Netanyahu afirmou que o Estado israelense está plenamente de acordo com a decisão de Donald Trump.

Outros países que apoiaram o ataque foram o Japão, a Turquia, o Reino Unido e a Arábia Saudita. A China e o Irã afirmaram que não apoiam a medida norte-americana.

Na noite dessa quinta-feira (6), Donald Trump fez um pronunciamento, após o anúncio do ataque, e  conclamou os países que se unam aos Estados Unidos para lutar contra o que chamou de derramamento de sangue inocente na Siria.

Ao falar do ataque, Trump lembrou que as armas químicas estão proibidas segundo resolução das Nações Unidas. Os mísseis lançados são a primeira ação militar direta dos Estados Unidos sobre a Síria.

Um ataque com gás venenoso na terça-feira, na cidade síria de Khan Sheikhoun, tomada por rebeldes, matou entre 70 e 80 pessoas, a maioria delas civis, crianças e mulheres.

Até o momento, o discurso de Donald Trump estava direcionado ao combate ao grupo extremista Estado Islâmico que, na Síria, faz oposição ao governo.

De acordo com o Pentágono, a Casa Branca já vinha discutindo medidas a serem tomadas em relação ao país. Os Estados Unidos lançaram ataques aéreos à Síria em setembro de 2014, mas o alvo vinha sendo o Estado Islâmico.

O lançamento dos misseís ocorreu em meio a uma agenda internacional de Donald Trump, após jantar com o presidente chinês, Xi Jinping, na Flórida. Os dois presidentes estarão reunidos até o fim da tarde de hoje.

Edição: Graça Adjuto

 

Trump diz que ataque químico na Síria é afronta à humanidade

 

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje (5), durante um encontro com o rei Abdullah II e a rainha Rania, da Jordânia, que o governo sírio cruzou “muitas, muitas linhas” ao perpetrar um ataque químico contra a província de Idlib, na Síria, controlada pelos rebeldes e alvo do governo de Bashar Al Assad.

“Estes são tempos muito tumultuosos no Oriente Médio. E nós vemos o que acabou de acontecer recentemente, ontem, na Síria. Horrível. Uma coisa horrível. Indescritível”, disse o presidente. “É uma afronta terrível à humanidade”. Trump disse que ficou muito abalado com o ataque químico e que sua visão sobre a Síria e sobre o regime de Assad mudou. Porém, quando perguntado se os Estados Unidos iriam colocar em prática alguma ação para lidar com a questão, o presidente disse “vocês vão ver”.

Trump voltou a criticar o ex-presidente Barack Obama por ter dito em 2012 que havia uma “linha vermelha” que a Síria não deveria ultrapassar, que seria o uso de armas químicas. Segundo Obama, caso Bashar Al Assad levasse adiante esse tipo de ataque, os Estados Unidos iriam se engajar militarmente no conflito, porém o ex-presidente não tomou ações concretas para colocar fim ao conflito.

Pela manhã, a representante dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU, Nikki Haley, havia dito em uma reunião do Conselho de Segurança convocada especialmente para tratar do ataque químico que quando as Nações Unidas “falham consistentemente em seu dever de agir coletivamente, há momentos na vida dos Estados que nós somos levados a agir por conta própria”.

Já o secretário de Estado, Rex Tillerson, foi questionado sobre sua visita à Rússia. O atual governo dos Estados Unidos vinha tentando delinear uma política externa menos conflituosa frente ao governo russo, porém o atual ataque de gás pode atrapalhar a aproximação entre o Kremlin e a Casa Branca, pois a Síria é importante aliada da Rússia no Oriente Médio e os russos já barraram sete resoluções no Conselho de Segurança que condenavam o governo de Bashar Al Assad.

“Não há dúvida de que o regime sírio sob a liderança de Bashar Al Assad é responsável por este ataque horrível, e nós achamos que esta é a hora de os russos realmente precisarem pensar com cuidado sobre seu contínuo apoio ao regime de Assad”, disse Tillerson.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: Agência Brasil com Imagem de Divulgação/Dpt° de Defesa dos EUA

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