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Publicado em 10/04/2017 11h59
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Profissionais do SAD são premiadas pelo Ministério da Saúde por trabalho desenvolvido

Fonoaudiólogas do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) da Capital foram premiadas pelo Ministério da Saúde como uma das 10 experiências mais exitosas de atenção domiciliar em saúde do idoso.

Fonoaudiólogas do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) da Capital foram premiadas pelo Ministério da Saúde como uma das 10 experiências mais exitosas de atenção domiciliar em saúde do idoso. Simone Lins e Marcela Leiros receberam o prêmio a partir do projeto ‘Fonoaudiologia na qualidade de vida alimentar’, que desenvolveram a partir das experiências de cuidado com seus pacientes do serviço.
 
As experiências apresentadas no prêmio eram de vários contextos da atenção domiciliar e em diversas áreas. A única experiência na área de fonoaudiologia e da região Nordeste foi a do SAD João Pessoa. “Nosso intuito era mostrar, dentro do nosso contexto em João Pessoa, como a fonoaudiologia consegue reabilitar e proporcionar qualidade vida aos idosos, que representam a grande maioria dos pacientes do SAD”, explica a fonoaudióloga do serviço que ganhou o prêmio, Simone Lins.
 
Simone diz que o trabalho retrata as experiências no cuidado com os pacientes, idosos, que demandam distúrbio de deglutição e a partir da avaliação clinica é desenvolvido o trabalho a fim de obter resultados positivos.
 
“Trabalhar no SAD, ver o desenvolvimento positivo dos pacientes é algo que me deixa bastante feliz. Esse prêmio é apenas um algo a mais, poder representar a fonoaudiologia, o SAD, compartilhar nosso trabalho e como proporcionamos um bem-estar aos nossos pacientes é algo gratificante que só me deixa mais realizada em trabalhar nesse serviço”, comenta Simone.
 
Serviço de Atendimento Domiciliar - Os usuários da rede municipal de saúde que possuem dificuldade física de locomoção e necessitam de acompanhamento profissional contínuo podem contar com o Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), que busca levar até o paciente um atendimento mais humanizado e multiprofissional.
 
Umas das usuárias atendidas pelo Serviço de Atendimento Domiciliar e pela fonoaudióloga é dona Soledade Araújo, 85 anos. Acamada há quatro anos, começou a utilizar o serviço há dois. No início não se alimentava por via oral e tinha dificuldade de colocação de sonda por conta de desvios na laringe, hoje já consegue alimentar-se pela boca e se comunicar.
 
“Não sei como estaríamos hoje se não fosse por esse serviço, a evolução de Soledade é muito grande e nítida, algo incrível. Além disso, o serviço é muito bom com profissionais competentes e bem atenciosos”, comenta a amiga e cuidadora de Dona Soledade, Terezinha de Jesus.
 
Atualmente Dona Soledade recebe a visita do SAD uma vez por semana e é atendida além da fonoaudióloga por médico clínico, enfermeiras e nutricionistas.
 
De acordo com a coordenadora do Serviço, Gillane Ferreira, uma das peças fundamentais para o funcionamento do SAD é a presença familiar e do cuidador. “O sucesso do nosso trabalho é reflexo da integralidade do trabalho de profissionais do SAD com a família e/ou cuidador do paciente, por isso é fundamental a participação da família e do cuidador nesse processo de reabilitação, pois o SAD vai até o paciente e faz o atendimento uma vez por semana, mas se a família e/ou cuidador não der continuidade aos exercícios e seguir as orientações dos profissionais o tratamento vai ficando mais lento e até para de funcionar”, comenta a Gillane.
 
Para cuidar de pessoas que precisam ser atendidas em casa devido ao seu estado de saúde, o SAD conta com o trabalho de 70 profissionais que se dividem em sete equipes básicas (formada por médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e técnicos em enfermagem) e três equipes de apoio (formada por fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e farmacêutico).
 
Atendimento – Atualmente, o SAD possui cerca de 300 usuários cadastrados e realiza mais de dois mil procedimentos por mês. Para ser incluído no programa é necessário estar acamado e/ou possuir alguma dificuldade física de locomoção ao serviço de saúde, ter um cuidador permanente, possuir o cartão Sistema Único de Saúde (SUS) e ser residente do município de João Pessoa.
 
Para ter acesso ao SAD, o usuário deve procurar a unidade de saúde de família (USF) mais próxima de sua residência, ou algum serviço de saúde da área especializada, como Cais, para que sejam realizados os primeiros atendimentos e o encaminhamento ao serviço domiciliar do programa. Em casos de desospitalização, o próprio hospital, através do seu setor de serviço social, faz a solicitação e encaminhamento do usuário ao SAD.
 
É importante ressaltar que toda solicitação deve ser feita por um profissional de saúde, de nível superior, que esteja acompanhando o quadro clínico do usuário para que o encaminhamento seja feito de forma segura.
 
O Serviço de Atendimento Domiciliar funciona no prédio anexo a Secretaria Municipal de Saúde, na Avenida Epitácio Pessoa. Para mais informações o usuário pode ligar no telefone: 3214-7149.

 

Secom JP

 

Foto: Ivomar Gomes


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