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Publicado em 19/04/2017 18h25
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Governo forma mais de mil educadores em Educação Emocional e Social

Nesta primeira etapa de 2017, a Formação Inicial da Liga Pela Paz foi oferecida a gestores e professores de Artes do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental II.

O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEE), juntamente com a organização Inteligência Relacional e as 14 Gerências Regionais de Educação (GRE), realizou, no período de 29 de março a 12 de abril deste ano, a Formação Inicial da Metodologia Liga Pela Paz. Ao final da capacitação, 1.221 educadores, entre gestores, diretores e professores de sala de aula foram formados, beneficiando uma demanda de aproximadamente 87 mil alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ano do Ensino Médio.

Nesta primeira etapa de 2017, a Formação Inicial da Liga Pela Paz foi oferecida a gestores e professores de Artes do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental II; gestores e professores do 1º ano do Ensino Médio de Educação Física, Filosofia ou Sociologia, e também profissionais que estão inseridos no Projeto “Se Sabe de Repente”, cujo objetivo é desenvolver espaços pedagógicos de discussão de temas importantes para os jovens, de modo a permitir formas próprias de interação, expressão e participação da juventude na sociedade.

“Nós fazemos a articulação entre os programas para que não aconteçam de forma isolada e fragmentada. Ano passado, o trabalho da Metodologia Liga Pela Paz envolveu a questão da prevenção e intervenção ao bullying e este ano estamos ampliando a ação de enfrentamento da violência na escola à prevenção ao uso de drogas, que são temas dessa formação direcionados aos educadores e que serão também desenvolvidos em sala de aula”, destacou Roziane Marinho, secretária executiva da Gestão Pedagógica da Educação.

O aprendizado das emoções tem sido referência para os educadores, por ir muito além do conhecimento convencional, educando para a vida. “Essa ampliação, levando a educação das emoções para os jovens, etapa em que os conflitos são mais intensos, é algo muito importante. As mudanças e o desenvolvimento das competências emocionais desses alunos chegarão também a suas casas, melhorando o diálogo, respeito, tolerância, com os pais também passando a entender melhor seus filhos”, comenta Maria do Carmo Bezerra, gerente regional de educação da 7ª GRE, Itaporanga.

A Educação Emocional e Social é, também, tida pelos educadores e gestores como uma esperança de uma escola voltada para a construção concreta da cidadania, inclusiva e participativa. Segundo o professor de Filosofia, Artes e Biologia, José Givanildo Faustino, da EEFM Margarida Remígio Loureiro, de Emas, localizada na 6ª GRE, “precisamos ter mais contato, emoções mais próximas, brincar, sorrir, estar mais próximos e não como vem acontecendo por meio das redes sociais, com as pessoas cada vez mais isoladas, individualistas. Precisávamos muito desse treinamento, até para lidar com as nossas próprias emoções, e nos conhecer mais. É um novo mundo dentro de nós e só temos que agradecer por essa oportunidade”, opinou o professor.

A gestora da Escola Cidadã Integral José Soares de Carvalho, Janaina Muniz, em Guarabira, na 2ª GRE, também destacou a importância da integração envolvendo a Liga Pela Paz, o projeto “Se Sabe De Repente” e o projeto das escolas Cidadã Integrais. “Nós enfrentamos um desafio enorme de trabalhar as emoções de nossos alunos em sala de aula e escutá-los. O equilíbrio, a regulação das emoções é muito importante para que os alunos se sintam acolhidos, resgatados e resguardados dentro da escola, uma escuta e atenção humanizada para o educando”, comentou Janaína.

Reiterando a eficácia da Educação Emocional e Social na Paraíba, Joseane André de Lima, educadora de Artes da EEEF Gama e Melo, em Princesa Isabel, ganhadora por 5 anos consecutivos do Prêmio Mestres da Educação e educadora do 8º ano, apresentou o trabalho desenvolvido durante a implantação. No ano passado, com a turma do 6º ano, ela produziu um material a partir de conteúdos trabalhados em conjunto com os alunos. “Exercitamos muito a paz nesse livreto. Música, dinâmicas, poemas, artes plásticas, como também personagens que ficaram na história que são símbolos da paz, como Gandhi, Buda e Papa Francisco, que têm algo para nos mostrar e ensinar”, concluiu Joseane.

 

Secom PB


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