Onaldo Queiroga

Onaldo Queiroga

Juiz de Direito, Escritor, grande admirador das obras de Luiz Gonzaga, nascido na cidade de Pombal (PB), mora e exerce o cargo de Juiz de Direito atualmente na capital João Pessoa.

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Publicado em 23/05/2017 15h31
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Os dias são assim

Se os dias eram de repressão, de censura, de tortura, de exílio, como também de rebeldia e resistência, hoje os dias também não são fáceis.

 

Atualmente os dias são de incertezas, de insegurança, de medo, de corrupção, de incredulidade, de quebra de autoridade e de guerras. Os dias são do crime organizado, seja decorrente do tráfico de drogas, da milícia, do roubo de cargas, do estouro de carros-fortes e caixas eletrônicos, dos crimes cibernéticos, da propina que destrói o Estado, enfim, há uma sensação de que vivemos dias de podridão podre.


Parece que há um descontrole em inúmeros aspectos que circundam a vida dos homens do Século XXI. O tempo é de escuridão. A fome se espalha pelo mundo, enquanto as grandes potências só medem forças, fomentam guerras, espalham bombas que sacrificam inocentes e enchem os bolsos da indústria armamentista. Os dias são de pouco diálogo, de loucos que, em nome do poder pelo poder, dilaceram semelhantes, concentram civis em campos de miséria, de abandono e de indignidade. Os dias são de pouca amizade, de rancor e de vencer atropelando, sem se impressionar com a queda do concorrente.


Os dias são da tão decantada “democracia”, onde a violência assassinou em Pernambuco no mês de março de 2017, 17,6 pessoas por dia, totalizando no final do mês mais de 500 homicídios, número maior do que a guerra da Síria matou no mesmo período. Os dias são de terroristas, de conflitos religiosos e de um consumismo desenfreado.
Mas os dias ainda são de esperança de que o amor e a fé prevaleçam, que o homem possa compreender que só através do diálogo, da renúncia, do perdão alcançará a paz, irmã da felicidade.


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