Onaldo Queiroga

Onaldo Queiroga

Juiz de Direito, Escritor, grande admirador das obras de Luiz Gonzaga, nascido na cidade de Pombal (PB), mora e exerce o cargo de Juiz de Direito atualmente na capital João Pessoa.

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Publicado em 31/08/2017 14h50
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Flores no deserto

A natureza, Mãe divina que a todo instante nos ensina sobre a vida, seja com sua fúria ou com sua tranquilidade.

 

Mesmo o homem maltratando-a intensamente, a natureza ainda nos mostra o caminho da beleza e paz. Tem coisa que pensamos ser impossível de acontecer, sem que ocorra a interferência da mão humana. É aquela velha prepotência do homem. Mas a natureza sempre nos surpreende.


Quando pensamos em desertos, logo vem a ideia de lugares áridos, com raríssimas chuvas, de vegetação inexistente, ou mesmo, raras. Alguns repletos de areias e outros com relevo composto por pedras e espinhos. Mesmo assim, a natureza permite a existência de vida, como também brota as denominadas flores do deserto, como a “adenium obesum”, encontrada nos desertos da Sul da África e da Península Arábica.


A um ditado popular que diz: Fecha-se uma porta e abre-se uma janela. Assim é a natureza. O El Niño vem causando um longo período de seca no nosso sofrido Nordeste brasileiro, mas de outro lado, leva uma extasiante e graciosa rebentação de milhares de flores proporcionando algo que encanta e atrai inúmeros turistas ao deserto de Atacama, no Chile. É um inacreditável e deslumbrante tapete de flores que vem cobrindo imensas áreas daquele deserto.


São exemplos que a natureza nos mostra, para num paralelo com nossas vidas, pararmos um pouco e em reflexão, percebermos que quando algo que nos aflige, devemos enfrentá-lo buscando não enxergar apenas as dores, mas também o que podemos extrair do concurso da agonia para transformar o sofrimento em flores.
Com Deus, somos capazes de transformar desertos em imensos jardins!


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