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Publicado em 12/09/2017 00h00
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Bandeira Lins lança livro "Gente do Taipu" na programação dos 76 anos da APL

A obra a ser lançada nesta quinta-feira, na programação dos 76 anos da APL, é composta de dois volumes que somam mais de mil páginas

Por Assessoria

Uma simples caderneta de anotações familiares serviu de ponto de partida para o escritor Bandeira Lins empreender, ao longo de 25 anos, uma das mais profundas e completas investigações já feitas sobre a ancestralidade da família materna de José Lins do Rego, paraibano que se tornou um dos maiores nomes da literatura nacional.

Obras como ‘Menino de Engenho’, ‘Doidinho’, ‘Banguê’, ‘Moleque Ricardo’, Usina e ‘Fogo Morto’ – o livro síntese da temática da cana de açúcar – se tornaram “imperecíveis, com lugar assegurado na história da literatura universal”. Esses romances, junto com ‘Meus Verdes Anos’, constituem, conforme frisa o autor de Gente de Taipu, “um grande painel do fim de um sistema produtivo surgido nos primórdios da colonização do Brasil.


A obra a ser lançada nesta quinta-feira, na programação dos 76 anos da APL, é composta de dois volumes que somam mais de mil páginas, e tem em José Lins Cavalcanti de Albuquerque, trisavô de Zé Lins, como figura central. E fio condutor de uma investigação que, apesar de “exaustiva e demorada”, como o próprio autor define, “rendeu muitas descobertas surpreendentes”.


O autor observa que, mesmo escrito com bastante embasamento genealógico, Gente de Taipu tem informações e dados históricos do Brasil e de Portugal plenamente úteis aos estudiosos da literatura brasileira, da língua e de etnologia, das ciências políticas, da religião, da antropologia e da economia. E mais especificamente para os que se debruçam sobre a implantação da cultura canavieira,e do ciclo dos engenhos e do açúcar, nos estados da Paraíba e Pernambuco.


Para o escritor, o que em princípio poderia ser um trabalho de simples interesse familiar para conhecer quem sejam seus ancestrais, resultou numa obra de “interesse multifacetário e geral”, por acompanhar a vida política e econômica de uma parte do Brasil e, assim, contribuir “para a maior compreensão da obra de um dos mais importantes literatos do país”.
SOBRE O AUTOR - Formado em direito pela PUC de São Paulo, Carlos Francisco Bandeira Lins é procurador de Justiça aposentado e membro vitalício do Conselho de Administração da Fundação Bienal de São Paulo, além de presidente do Conselho Curador da Fundação Cásper Líbero.


Colaborador de vários jornais do país, com artigos jurídicos, filosóficos e sociológicos, é também autor dos livros “A Reforma da Previdência: suas consequências no Ministério Público de São Paulo”, e “Mulheres no Ministério Público: o conflito entre realização profissional e familiar”.


Foi dos primeiros membros do Ministério Público brasileiro a clamar publicamente pela volta do regime democrático, durante a ditadura militar, chegando a impedir o uso da Fundação Escola de Sociologia e Política como base para atentados perpetrados por grupo paramilitar. E conseguiu, também, coibir o uso da TV Cultura para fins eleitorais

Fonte: Assessoria de imprensa

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