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Publicado em 01/11/2017 21h37
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ONU pede fim do embargo a Cuba com oposição de EUA e Israel

A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, defendeu hoje essa postura e se referiu à votação da Assembleia Geral como um "teatro político" impulsionado por Cuba.

A Assembleia Geral das Nações Unidas, reunida nesta quarta-feira (1º) em Nova York, pediu mais uma vez o fim do embargo americano a Cuba, aprovando uma resolução contrária à medida apoiada por 191 Estados-membros, tendo como únicos votos contrários os dos Estados Unidos e Israel. A informação é da agência EFE*.

Há um ano, o texto tinha sido aprovado pela primeira vez sem oposição, uma vez que esses dois países decidiram abster-se em meio à uma reaproximação dos EUA com Havana, impulsionada pelo governo de Barack Obama. Hoje, no entanto, o governo de Donald Trump - e com ele os seus parceiros israelenses - optou por votar contra, como parte do "novo enfoque" da sua política em relação à ilha.

Trump, que apoia a continuidade do embargo, quer "uma maior ênfase no impulso dos direitos humanos e à democracia" na Ilha e condicionou o fim das sanções a mudanças nessas áreas. A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, defendeu hoje essa postura e se referiu à votação da Assembleia Geral como um "teatro político" impulsionado por Cuba.

Além disso, Haley minimizou a importância do fato da resolução ter contado com o apoio de praticamente todos os membros da ONU. "Enquanto o povo cubano seguir privado dos seus direitos humanos e liberdades fundamentais, enquanto os lucros do comércio com Cuba apoiarem o regime ditatorial responsável de negar esses direitos, os EUA não terão medo do isolamento", assegurou.

Apoio arrasador

A Assembleia Geral da ONU exige, todos os anos, desde 1992, o fim do embargo americano a Cuba, sempre com um apoio arrasador dos Estados-membros. Esse amplo consenso voltou a acontecer hoje, com diferentes grupos e organizações regionais deixando claras suas críticas à política unilateral dos EUA antes da votação.

Muitos deles, além disso, lamentaram a nova estratégia para Cuba impulsionada por Trump e o endurecimento do chamado bloqueio à ilha, em contraste com a mensagem lançada há um ano por Obama.

O fim do embargo está nas mãos do Congresso americano, a quem Obama pediu sem sucesso sua revogação, mas o novo presidente tem uma ampla capacidade para determinar seu grau de aplicação através de seus poderes executivos.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, se mostrou hoje muito crítico à postura de Trump e ressaltou que o presidente americano "não tem a menor autoridade moral para criticar Cuba".

 

Fonte: Agência EFE

 

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