Onaldo Queiroga

Onaldo Queiroga

Juiz de Direito, Escritor, grande admirador das obras de Luiz Gonzaga, nascido na cidade de Pombal (PB), mora e exerce o cargo de Juiz de Direito atualmente na capital João Pessoa.

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Publicado em 11/11/2017 13h18
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O Rio Doce

As águas límpidas do Rio Doce sempre levaram vida e sublimes encantos ao olhos dos homens, pois a cada amanhecer a mata acordava com a sinfonia dos pássaros e sob a energia dos raios solares, que rasgando a madruga iluminava os céus, conduzindo pescadores em busca de peixes, gado mugindo esperando ser levado ao pasto, enquanto a correnteza das águas percorriam vales e serras até seu encontro com o oceano.

Mas em 2015 o rompimento da barragem de Samarco, no Município de Mariana, Minas Gerais, transformou a beleza em tristeza. A lama tóxica da inconsequência, naquela oportunidade, desceu engolindo homens, animais, peixes, fauna e flora. A barrenta e assassina água percorreu mais de oitocentos quilômetros, de Mariana até a foz do rio em Linhares-ES, despejando no mar toda a impureza provocada pelo homem.


Passado todo esse tempo, nada de concreto foi feito para a recomposição dos estragos causados na natureza e na vida dos cidadãos que perderam seus familiares, casas, animais e seus sonhos. Das matérias jornalísticas sobre o fato, se observa que há uma mão dupla nisso tudo. Com a tragédia, as vítimas receberam apoio de todo o país e até mesmo do exterior no tocante ao fornecimento de roupas, água, medicamentos e acomodações provisórias, numa demonstração de que ainda existe solidariedade.


De outro lado, as medidas que dependem do poder público e da própria empresa Samarco ainda andam em passos de tartarugas. Desnorteada a população atingida vive entregue a própria sorte. Lamentavelmente no Brasil é assim, descaso e inconsequência predominam em assuntos desse porte. É preciso ações efetivas para iniciar a recomposição não só da biodiversidade aquática, mas de todos os aspectos afetados. Cadê vocês autoridades competentes?


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