Lindinalva Ramalho

Lindinalva Ramalho

Lindinalva Ramalho, Psicóloga Clínica, especialista em Saúde da Famíla, Coach de Relacionamentos, e proprietária da FinoAmor – Agência de Namoro & Matrimônio. Realiza atendimento a solteiros que desejam um relacionamento saudável e duradouro, e aconselhamento conjugal para casais em crise.

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Publicado em 22/11/2017 14h30
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Cazuza ou Zé Geraldo: Como você canta a história do Brasil?

            Homens e mulheres, consciente ou inconscientemente, tem a grande responsabilidade com a perpetuação da espécie humana no nosso planeta. Há alguns milênios, imaginamos que essa tarefa era puramente instintiva, reproduzia mais o macho mais forte fisicamente, com qualquer fêmea que tivesse atributos femininos visivelmente preparados para a maternidade. A monogamia não era condição para um relacionamento. Os casais permaneciam juntos apenas para dar segurança e proteção à sobrevivência dos filhos em seus primeiros anos de vida.


            Com o passar dos anos muita coisa mudou. O homem descobriu a sua participação e importância para a chegada de um novo ser, com isso, a mulher deixou de ser considerada a única responsável pela magia da reprodução, e, portanto, perde poder e força. Somente no século passado, com o surgimento da pílula anticoncepcional, a mulher pôde impor a sua vontade na decisão de engravidar ou não, e, a “duras penas”, conseguiu abrir as portas para adentrar no mercado de trabalho.


            Como vemos, o amor, casamento, família monogâmica, há muitos séculos, não eram o centro de interesse ou preocupação para a união entre os casais. Quando os homens eram nômades e não permaneciam muito tempo no mesmo território, não tinham noção do conceito de propriedade privada; esse surgiu com o conhecimento e a prática da agricultura. Pela necessidade do cultivo, surge também a divisão de tarefas como garantia da sobrevivência e do direito aos frutos do próprio trabalho. Isso gerou a formação e o fortalecimento de grupos que hoje entendemos como organização do trabalho e a família.


            Quem diria que tempos depois estaríamos nós, nos dias atuais, lutando, sozinhos, cada um pela sua sobrevivência e acúmulo de bens materiais?! Vivemos numa cultura em que cada pessoa DEVE ter o seu carro, a sua casa... Somos escravizados pelos estímulos de mídias que geram necessidades, por vezes, fúteis, minuto após minuto!
           

E a história continua, o tempo não para!


            Se nós pudéssemos ter conhecimento suficiente para nos reconhecermos como co-criadores do nosso próprio destino, como partes de um contexto social, mas com poder de escolha e decisão, conseguiríamos identificar, com clareza, o que deve ser melhor para nós. Poderíamos fazer uso do que nos foi ensinado por “livre-arbítrio” – poder de escolha e responsabilidade pelos nossos atos. Diante da situação que atravessamos no nosso país: uma política desonesta, falsa democracia, economia “falida”, insatisfação e insegurança de toda população, corrupção generalizada, etc., só podemos nos sentir perdidos, desorientados, impotentes, com muita fome de justiça, sem grandes esperanças de mudanças para melhor.


            Por fim, o que está, de fato, acontecendo conosco? São apenas mudanças ou total destruição de valores e direitos reivindicados ao longo de toda história da humanidade? Como podemos acreditar que essas mudanças serão favoráveis à continuidade da raça humana? Parece que nada pode nos dar garantias de coisa alguma. Tudo isso me traz à lembrança uma música de Cazuza onde ele expressou fielmente, nos anos 80, sentimentos que nos atormentam até os dias de hoje:

Brasil

Cazuza

Não me convidaram
Pra esta festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer
Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta
Estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito
É uma navalha
Brasil!
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim
Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer
Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada
Pra só dizer “sim, sim”
Brasil!
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim
Grande pátria
Desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair...
           

O que cada um de nós pode e está fazendo para fortalecer o nosso sistema democrático e mudar as cores dessa aquarela do Brasil? O que eu e você já estamos fazendo para não sermos engolidos pelo tsunami que vem devastando qualquer estabilidade das famílias brasileiras? Ou será que só nos resta lamentar e, como Zé Geraldo, dar “Milho Aos Pombos”?

Dando Milho Aos Pombos
 

Zé Geraldo

Enquanto esses comandantes loucos ficam por aí
queimando pestanas organizando suas batalhas
Os guerrilheiros nas alcovas preparando na surdina
suas mortalhas
Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça
dando milho aos pombos

Entra ano, sai ano, cada vez fica mais difícil
o pão, o arroz, o feijão, o aluguel
Uma nova corrida do ouro
o homem comprando da sociedade o seu papel
Quanto mais alto o cargo maior o rombo
Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça
dando milho aos pombos

Eu dando milho aos pombos no frio desse chão
Eu sei tanto quanto eles se bater asas mais alto
voam como gavião
Tiro ao homem tiro ao pombo
Quanto mais alto voam maior o tombo

Eu já nem sei o que mata mais
Se o trânsito, a fome ou a guerra
Se chega alguém querendo consertar
vem logo a ordem de cima
Pega esse idiota e enterra
Todo mundo querendo descobrir seu ovo de Colombo
Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça
dando milho aos pombos

Se você quer falar comigo, tirar dúvidas, contar a sua história, escreva pra mim!

E-mail: relacionamentoempauta@gmail.com WhatsApp: (83)98876-5056
          
Será um prazer poder ajudar você!

            Eu sou Lindinalva Ramalho, Psicóloga e Coach de Relacionamentos e desejo a você uma excelente semana!  


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