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Publicado em 13/02/2018 22h48
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Escolas mirins mostram que samba se aprende desde criança

O desfile foi aberto pelos Infantes do Lins, seguidos pela Tijuquinha do Borel e pelos Golfinhos do Rio de Janeiro

Eles ainda estão a alguns anos de poder desfilar nas categorias principais do carnaval carioca, mas ao entrarem na avenida muitos já mostram que têm garra e samba no pé. Passistas e ritmistas mirins sentiram o gosto de pisar na Marquês de Sapucaí, na noite desta terça-feira (13), durante o desfile que todos os anos reúne crianças e adolescentes de 16 escolas do Rio.

O desfile foi aberto pelos Infantes do Lins, seguidos pela Tijuquinha do Borel e pelos Golfinhos do Rio de Janeiro. Esta última homenageou o radialista e compositor Rubem Confete, da Rádio Nacional, que trabalha como jornalista há 50 anos e é considerado um dos maiores conhecedores do samba carioca.

“Foi uma experiência única. Com 81 anos de idade, esta garotada cantando um samba em minha homenagem, é uma alegria só. É uma confraternização, acima de tudo. Eu sou só felicidade. Estou feliz mesmo”, comemorou Confete, ao final do desfile, depois de passar por toda a avenida em cima de um carro alegórico.

A presidente da Golfinhos, Valéria Pires, explicou por que neste ano a escola decidiu homenagear o radialista da Nacional com o enredo Rubem Confete, a Voz do Samba: “já era um desejo nosso há um bom tempo, porque ele sempre teve muito carinho pelas crianças e a gente fez o convite. Ele é uma das pessoas que mais entendem de carnaval no Rio de Janeiro”, disse Valéria.

Mirim

Para o presidente da Associação das Escolas de Samba Mirins (AESM), Edson Marinho, o desfile é uma chance das crianças pisarem pela primeira vez na avenida e terem contato com o carnaval, sendo que muitas delas poderão se tornar destaques nas escolas dos grupos principais.

“O trabalho ao longo do ano é igual ao das demais escolas. Muitos artistas famosos do Grupo Especial e do mundo do samba, como Tinga, Pretinho da Serrinha, Xande de Pilares e Dudu Nobre, vieram das escolas mirins. Em torno de 70% das baterias das escolas adultas vêm do grupo mirim”, contou Marinho.

Segundo ele, além de se profissionalizar no mundo do samba, as escolas mirins também são uma chance de inclusão social. Ele lembra que, para participar, é preciso estar estudando, pois muitas são de comunidades pobres: “Queremos que elas sejam crianças de bem”.

Também desfilaram pela Sapucaí as escolas Inocentes da Caprichosos, Ainda Existem Crianças de Vila Kennedy, Miúda da Cabuçu, Nova Geração do Estácio de Sá, Pimpolhos da Grande Rio, Filhos da Águia, Império do Futuro, Aprendizes do Salgueiro, Estrelinha da Mocidade, Corações Unidos do CIEP, Herdeiros da Vila, Petizes da Penha e Mangueira do Amanhã.


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