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Publicado em 13/04/2018 11h05
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"De João para João" brilha em Recife e encerra temporada em João Pessoa

Crítico especializado de Pernambuco tece elogios ao trabalho do diretor e ator Tarcísio Pereira

Por Fatospb

No dia 26 de julho de 1930, por volta das 17h30, o ntão presidente do Estado da Paraíba, João Pessoa Cavalcante de Albuquerque, levava com três tiros à queima-roupa, dentro da mais famosa confeitaria de Pernambuco, a Confeitaria Glória, então localizada no Centro da Capital pernambucana. Esse momento do assassinato da maior liderança política da Paraíba naquela época abalou as duas capitais e teve repercussão em todo o Brasil. Esse fato está retratado na peça teatral “De João para João”.que se baseia numa carta escrita pelo advogado e jornalista João Duarte Dantas, dias antes de cometer o crime que comoveu toda a sociedade da época. É um espetáculo que vem sendo sucesso de público e crítica por onde passa.

O espetáculo teatral “De João para João” fará duas últimas apresentações em Jo~Pessoa neste final de semana, sábado e domingo a partir das 20 horas, encerrando temporada no Teatro Lima Penante. A direção é do experiente diretor e ator Tarcísio Pereira, que interpreta na peça o presidente João Pessoa.

O espetáculo coloca em cena dois atores nos papéis de vítima e assassino, interpretados por Tarcísio Pereira e Flávio Melo. A peça conta com a trilha sonora original do compositor e maestro Eli-Eri Moura, da Universidade Federal da Paraíba. A iluminação é de João Batista Mendonça, operação musical de Bruno Fonseca, fotografia de Antonio David, Arte Visual de Cristovam Tadeu (in memorian) e coordenação técnica de Claudevan Ribeiro

O jornalista e ator pernambucano Jomeri Pontes, residente em Recife,  escreveu sobre o espetáculo “De João para João”. apresentada recentemente no Teatro Santa Isabel, em Recife. Confiram, abaixo, a opinião do jornalista pernambucano.

 

“UMA AULA DE TEATRO.

Foi o que assistiu o público, ontem, da peça "De João para João". Os atores paraibanos Tarcísio Pereira e Flávio Melo mostraram-se dois monstros em cena e levaram a plateia ao êxtase nos aplausos. Tudo perfeito: a atuação dos dois atores, o texto e a direção de Tarcísio, a luz sem falhas e muito bem planejada, o guarda-roupa fiel ao original, a direção de arte com um visivelmente meticuloso trabalho de pesquisa, incluindo um cenário e música muito bem executados – essa, inclusive, suave, balsâmica, permeando toda a encenação em pontos exatos da trama.

Até o programa da peça, distribuído ao público, foi a reprodução de um jornal da época. Bingo! Vê-se, na montagem, um trabalho de pesquisa incrivelmente bem feito, profundo, altamente planejado, revelador. Quem, por acaso, sabia que um governador (João Pessoa), na época chamado de presidente pelos paraibanos, era marceneiro por hobby? A cena que nos traz tal revelação merece um prêmio de criatividade.

Quem também, não sendo paraibano, sabia o significado da palavra "Nego" na bandeira rubronegra do estado? Flávio e Tarcísio contam que leram muitos livros, jornais da época - da Paraiba e de Pernambuco -, ensaios escritos por historiadores e documentos a que tiveram acesso para construir os personagens.

Curioso como foram felizes até na semelhança física com João Pessoa e João Dantas. Não tenho a menor sombra de dúvida que a montagem seria páreo duríssimo aos concorrentes em qualquer festival competitivo de teatro no Brasil ou no exterior.

Torçamos para que "De João para João" volte ao Recife e também se apresente em Caruaru, Petrolina e outras cidades do estado. E que viaje muito pelo país para mostrar o excelente teatro que faz a Paraíba.”

(Jomeri Pontes – Jornalista e ator pernambucano)

Fonte: Redação

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