J.G Fernandes

J.G Fernandes

José Geraldo Fernandes Neto é natural de Pilões, localizado a 117 quilômetros de João Pessoa/PB. Escreve desde 2013 textos que variam entre críticas sociais, poesias, motivação, política, entre outros. Formado no Curso de Letras da UEPB, escreveu o o prefácio do livro de crônicas Relicário, da autora Aninha Ferreira. Também escreve textos por encomenda para prefácios de dissertações e outros trabalhos acadêmicos. “Escrever é a arte que mais me satisfaz“

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Publicado em 10/05/2018 10h33
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Você pode salvar o amanhã

Tem muita gente precisando de você e isto não é nenhuma brincadeira ou frase de efeito. Não fazemos ideia do quanto podemos ser fundamentais para não deixarmos os outros afundarem.

 

Existe muita depressão, ansiedade e comportamento suicida por trás de expressões que nem precisam parecer tristes, mas que muitas vezes estão vazias demais para nos mostrar algo.


A cada dia mais a humanidade se confunde e muitos valores são invertidos, por não saberem o que é nem de onde vem a felicidade, por não distinguirem os tipos de prazeres e as conseqüências que eles trazem para a vida, por não encontrarem motivos para o amanhã.


Não adianta julgarmos, desprezarmos ou querermos curar do nosso jeito. Não é ‘frescura’, nem uma simples crise de fé ou necessidade de se exibir. A verdade é que são sutis demais os sinais que os outros nos dão querendo dizer que não suportam mais viver se debatendo consigo mesmo, não encontrando compreensão em si nem no próximo.

Tem gente com medo de acordar porque não consegue encontrar um final feliz nem uma luz no final do túnel. Há muitas pessoas destruída pelas dores do passado ou pela incerteza absurda do futuro. Ensinaram muita matéria e não fortaleceram o espírito.


Não chegue procurando motivos. Concordemos que é um peso para todo mundo estar dando satisfação sobre tudo a todos, dançando uma música que não gosta, obedecendo regras que não são boas para quase ninguém, com medo da injustiça, disfarçando as imperfeições para um mundo que estabeleceu padrões absurdos.


Não olhe com pena, mas com solidariedade. A única forma de estabelecermos uma relação sadia com o mundo é através da empatia, da generosidade, da compaixão, do amor.
O outro precisa se sentir respeitado, assim como todos desejamos. Afinal, é de importância, sensação de funcionalidade no mundo que nós estamos falando.


Olhe com respeito para o seu aluno, seu colega de trabalho, sua namorada, seu marido, seu amigo, etc, e perceberá sua dor muito antes do primeiro corte no pulso. Seja atenção quando alguém se sentir esquecido. Seja ombro para o choro. Seja a muleta que o outro precisa para andar, mesmo com dores profundas. Seja o espelho para refletir o quanto especial ele é desde o seu nascimento. Ofereça música para ele ouvir quando o mundo só é gritaria e lamentos. Seja a seta para a saída em meio à grande escuridão. Ressuscite alguém antes mesmo dele morrer.

(José Geraldo Fernandes Neto)


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