Inocêncio Nóbrega

Inocêncio Nóbrega

Jornalista e economista, começou aos 18 anos como revisor de "A União" e depois assumiu a coluna "A União há 50 Anos". Escreveu artigos, colunas e reportagens em "O Norte" e "Correio da Paraíba". Trabalhou na Assembleia Legislativa da Paraíba como taquígrafo e Redator de Debates. Tolhido pela ordem política da época, foi duplamente anistiado, político e da API. Escreveu dois livros: "Malhada das Areias Brancas" (1975) e "Independência! No Grito e na Raça" (2009).

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Publicado em 28/06/2018 10h55
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Projeto Pontes

Operação LavaJato e a vassoura de Janio Quadros têm semelhantes propostas, entre elas a varredura da corrupção no país. A diferença está nas origens, pois a do ex-presidente, de curta passagem pela Presidência da República, é prata de casa, enquanto a primeira contém ranços nazifascistas, com habilidades anticonstitucionais. Seus mentores exponenciais elegeram Curitiba como sede do Quartel General para operá-las, segundo aportes doutrinários ministrados em seminários, tais como enfrentarem o terrorismo, tudo dentro do figurino recomendado pelo “Projeto Pontes”, de construção de pontes necessária à aplicação de leis no Brasil.

Na verdade verificou-se reunião de debates, no Rio de Janeiro, em 1909, de parceria entre destacados membros do Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal, conduzida por autoridades estadunidenses. Promotores, juízes federais, cerca de 50 policiais da PF, de 26 estados, participaram, com vivo interesse, do treinamento. Na oportunidade, Sérgio Moro, com seu cabedal de conhecimentos, estrategicamente obtidos na Universidade Harward, discorreu, com muita segurança, acerca dos segredos investigativos e punição, no caso de lavagem de dinheiro, seguidos de confiscos de bens, conduções coercitivas e delações premiadas. Convenceu a todos no sentido da mudança do público alvo, não mais a fantasiosa subversão terrorista e sim os delitos por corrupção. Práticas adicionais seriam implementadas, em meio a uma farta ferramenta, numa trama bem acabada, utilizando-se o processo do lawfare, ou seja transformação das leis como armas de guerra. Aproveitando-se, ademais, da falsa mídia.

A fragilidade da democracia é um campo fértil nas diretrizes intervencionistas das nações imperialistas, sobre os povos subjugados. A escolarização, através da Escola das Américas, (EUA) de ditaduras militares, proliferadas na América Latina, cedeu lugar aos Golpes Parlamentares, decretando a extinção de governos comprometidos com as faixas populares de seus países, a incomodarem o edifício social e econômico das elites. Brasil, Honduras e Paraguai, eis exemplos mais emblemáticos. A Justiça é peça fundamental como coadjuvante desse processo, embora nem todos adotem esse comportamento.

O pensamento de dominação inspira-se no III Reich, da Escola de Munique, passando pelo Deptº de Estado, chegando entre nós, latino-americanos, com algumas adaptações. Houve brasileiros que se empolgaram pela cartilha alemã, desde Hermes da Fonseca: Gaspar Dutra, Ernesto Geisel, Castelo Branco, em parte hoje absolvida por forças do Judiciário, dessa maneira formando um novo exército, sem armamentos letais, porém de efeitos por vezes perniciosos.
Jornalista
inocnf@gmail.com 
 


 


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