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Publicado em 04/08/2018 21h11
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Onda de calor europeia deixa mortos na Espanha

Em meio a temperaturas de até 46ºC, Portugal tenta combater incêndio florestal em região montanhosa

A Europa enfrenta neste fim de semana uma intensa onda de calor, com temperaturas de até 46ºC em Portugal e ao menos três mortes na Espanha, informa a agência France Presse.

De acordo com Paula Leitão, do Instituto Português para Mares e Atmosfera (IPMA), o nível máximo de calor era previsto para este sábado (4), na cidade de Setúbal, perto de Lisboa. A maior temperatura já registrada no país foi de 47,4°C, em 2003.

Nesta sexta (3), 16 estações meteorológicas de Portugal registraram temperaturas extremas, como em Alcacer do Sal, perto de Setúbal, com 45,9ºC.

As autoridades de Lisboa fecharam áreas abertas e pediram aos moradores que evitem as atividades ao ar livre. Os abrigos para os moradores de rua abriram mais cedo.

Em meio ao calor, mais de 700 bombeiros combatiam um incêndio florestal no sul de Portugal neste sábado. O fogo começou na região montanhosa de Monchique, em Algarve. Autoridades desocuparam duas vilas na área, de acordo com a Reuters.

Na região costeira de Cascais, próxima à capital do país, uma sobrecarga na rede de energia devido ao uso intenso de aparelhos de ar condicionado causou um blecaute na noite desta sexta (3), ainda segundo a agência.

No sul da Espanha, os termômetros da turística cidade de Córdoba marcaram 45ºC.

Um homem sem documentos foi encontrado inconsciente em uma rua de Barcelona e morreu de insolação em um hospital da cidade, informaram autoridades à France Presse na quinta (2).

As outras duas vítimas registradas no país foram um operário nigeriano de quase 40 anos, que trabalhava na terça (31) nas obras de uma estrada perto de Murcia, e um aposentado de 78 anos, que cuidava de sua horta na mesma cidade e morreu na quinta, no hospital.

Asfalto derretido e trânsito nas estradas

Em Viena, os cães da polícia selecionados para trabalhar na segurança de um torneio de vôlei de praia receberam proteção para suas patas.

A polícia informou que, apesar das temperaturas não tão elevadas - a previsão no local é de 34ºC para sábado -, os cães precisam passar horas sobre superfícies expostas ao sol que poderiam facilmente superar os 50ºC.

Na Holanda, as autoridades fecharam alguns trechos de estradas nos quais o calor derreteu o asfalto.

Na cidade de Zwolle, os galhos de quase 100 árvores começaram a ser cortados. O canal de televisão público NOS informou que eles poderiam quebrar em consequência do calor e representar um perigo.

A empresa de energia francesa EDF afirmou que adotou medidas para evitar o aumento das temperaturas dos rios dos quais as centrais nucleares extraem água para resfriar os reatores, antes de voltar a vertê-la.

Além disso, este sábado é o dia de verão com mais trânsito nas estradas, lotadas de pessoas de férias. No fim da manhã, o país registrava 670 km de engarrafamentos.

A Itália também tem o dia de verão com tráfego mais intenso. Na região norte, o calor era extremo, enquanto para o sul há a previsão de tempestades de granizo nesta tarde.

De acordo com um relatório da associação ecologista Legambiente publicado esta semana, em Lazio (a região de Roma) as ondas de calor provocaram 7.700 mortes desde o ano 2000.

Na Suécia, após o mês de julho mais quente dos últimos 250 anos, a chuva deu um alívio neste sábado. Os termômetros caíram e marcaram temperaturas entre 20ºC e 25ºC, segundo o instituto meteorológico.

As previsões indicam que a onda de calor, provocada pelo ar quente que chega da África, não diminuirá até o início da próxima semana. A Organização Meteorológica Mundial diz que o recorde de calor na Europa continental é de 48°C, estabelecido na Grécia em 1977.

 

Fonte: G1

 


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