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Publicado em 04/10/2018 18h04
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Países ocidentais acusam Rússia de ciberataques

Denúncias partiram da Holanda, Reino Unido, Estados Unidos e CO documento do Departamento de Justiça americano dá detalhes, entre outras coisas, de como os russoanadá. EUA detalham como russos atuaram durante dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016

Governos da Holanda, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos acusaram a Rússia de ciberataques nesta quinta-feira (4). A Rússia chamou as acusações de "coquetel diabólico" de acusações, segundo a Associated Press.

EUA
A Justiça dos Estados Unidos indiciou sete integrantes do serviço militar russo de inteligência (GRU) por uma campanha de ciberataques contra instâncias esportivas, uma agência internacional e uma empresa americana especializada em energia nuclear. Eles são acusados de hackear computadores, cometer fraude eletrônica e fazer lavagem de dinheiro.

O documento do Departamento de Justiça americano dá detalhes, entre outras coisas, de como os russos teriam agido no Rio de Janeiro, por ocasião dos Jogos Olímpicos de 2016.

As ações dos sete acusados tentavam deslegitimar organizações internacionais antidoping, assim como expor autoridades que revelaram o programa de doping de atletas patrocinado pelo governo russo.

O procurador-geral adjunto da Divisão Nacional de Segurança, John Demers, três dos réus também foram acusados de hackear americanos envolvidos nas eleições de 2016.

Holanda
A Holanda anunciou que expulsou em abril quatro hackers do serviço militar de Inteligência da Rússia que tentaram atacar a Organização para a Prevenção de Armas Químicas (Opaq), em Haia, e atrapalhar a investigação da queda do avião da Malaysian Airlines na Ucrânia.

Na época, a Opaq investigava a utilização de armas químicas na cidade de Duma pelo governo sírio, que tem a Rússia como seu principal aliado. A instuição também trabalhava para idenficiar a substância utilizada no envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal e da filha dele, em Salisbury, no Reino Unido.

A investigação holandesa foi feita em conjunto com autoridades do Reino Unido indicou que eles faziam parte da GRU, o serviço de inteligência militar russo.

Em comunicado conjunto, a primeira-ministra britânica, Theresa May, e seu colega holandês, Mark Rutte, acusaram a inteligência militar russa de "desprezar os valores globais".

Reino Unido
O Reino Unido divulgou uma avaliação baseada no trabalho de seu Centro Nacional de Segurança Cibernética (NCSC) que rotulou a agência de inteligência militar russa como uma agressora cibernética que usou uma rede de hackers para semear a discórdia em todo o mundo.

A GRU quase certamente esteve por trás dos ataques BadRabbit e à Agência Mundial Antidoping em 2017, à invasão do Comitê Nacional Democrata dos EUA em 2016 e do roubo de emails em 2015 de uma rede de televisão sediada no Reino Unido (que não teve o nome divulgado).

Austrália e Nova Zelândia
Os dois países apoiaram as descobertas do Reino Unido sobre a atuação dos agentes do serviço militar de inteligência russo.

"O ciberespaço não é o Velho Oeste. A comunidade internacional - incluindo a Rússia - concordou que o direito internacional e as normas de comportamento estatal responsável se aplicam no ciberespaço. Ao embarcar em um padrão de comportamento cibernético malicioso, a Rússia mostrou um total desrespeito pelos acordos que ajudou a negociar", afirmou o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, segundo a CBC.

Canadá
O Canadá afirmou que em 2016 a Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês) tornou público que grupo Fancy Bear / ATP 28 divulgou informações confidenciais de um atleta obtidas de maneira ilegal a partir de seu sistema. Investigações do Centro Canadense para Ética no Esporte confirmaram que as informações foram retiradas do banco de dados de maneira irregular e atribuiu a ação aos agencia do serviço de inteligência militar russo.

Fonte: G1


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