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Publicado em 06/12/2018 18h28
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Exposição ‘No Sol do Céu do Sertão’ é aberta para visitação

A ideia da exposição surgiu de um convite feito no dia 3 de maio, quando é comemorado, respectivamente, o Dia Nacional do Sertanejo e o Dia Mundial do Sol, uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

Adriana Crisanto
 
Um sertão como nunca visto antes pode ser contemplado na exposição “No Sol do Céu do Sertão”, de autoria dos fotógrafos Dantas Vilar, Frederico Guedes Pereira e Francisco Mendes. A exposição se encontra aberta para visitação pública no hall do prédio administrativo da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano. A entrada é aberta ao público de todas as idades, com visitação de terça a sexta-feira de 9h até 18h. Sábados, domingos e feriado das 10h até 19h, até o dia 20 de janeiro de 2019.
 
Na exposição coletiva, o visitante vai encontrar 50 fotografias coloridas e em preto e branco de 30 x 45 centímetros e seis de 1 metro por 85 centímetros, impressas em fine art, uma técnica de impressão de obra de arte em papel algodão, feita a partir de um arquivo digital, impressas em impressora a jato de tinta que dá no expectador uma sensação de realismo e beleza a cena fotografada. “O papel utilizado é de PH neutro. Isso confere ao material impresso propriedades museológicas que podem ficar expostas por muito mais tempo do que as impressões convencionais”, explicou o fotografo e videomarker, Francisco Mendes.
 
A ideia da exposição surgiu de um convite feito no dia 3 de maio, quando é comemorado, respectivamente, o Dia Nacional do Sertanejo e o Dia Mundial do Sol, uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Foi solicitado aos fotógrafos que reunissem, em imagens, o que representava o sertão e o cariri.
 
A intenção nestas fotografias, segundo Dantas Vilar, foi sair da visão simplista com que é divulgado o sertão e o cariri, ou seja, o solo rachado, as caveiras de boi, o retirante, a fome e a miséria. “Mas, mostrar o sertão que sempre enxergamos mesmo nos períodos de grande seca e estiagem”, comentou Dantinhas, como é carinhosamente chamado pelos amigos e familiares.
 
Sem negar as dificuldades do povo e da região, as imagens dão sentido ao que não era visto até então. “O que buscamos foi demonstrar a beleza, o heroísmo e a verdade do sonho que anima e impulsiona o nordestino que topa enfrentar essa dura realidade, sem ficar menor ou submisso a ninguém”, comentou Frederico Guedes Pereira.
 
O Sertão do Cariri pode ser visto em belíssimas fotos do pôr do sol, da nascente da lua, da natureza e dos animais capturado pelas lentes de Dantas Vilar. Na expressão antropológica e forte do cotidiano do homem vaqueiro, os velhos e crianças nas janelas, e sua eterna espera que algo aconteça, na arquitetura das habitações registradas por Frederico Pereira e na beleza plástica e técnica da profundidade do céu, quase mar, do gado sendo recolhido do pasto, a vegetação e as serras que entrecortam o sertão do cariri paraibano congeladas pelas teleobjetivas de Francisco Mendes.
 
Sobre os fotógrafos:
 
Francisco Mendes – Natural de Taperoá (PB), cidade localizada no semi-árido paraibano, distante 258 quilômetros da Capital da Paraíba. Dedica-se a fotografia desde 2010, com especial interesse pela fotografia de paisagens naturais e urbanas, abrangendo fotografia aérea e noturna (light painting, rastro de estrelas e Time lapse). Há cinco anos desenvolve trabalhos na área da fotografia social. No portfólio constam trabalhos fotográficos realizados na Itália (2013) e França (2015), nos Festivais de Cultura Internacionais, ligados Conselho Internacional de Organizações dos Festivais do Folclore e das Artes Tradicionais, tendo fotografias de sua autoria incorporadas ao acervo do órgão. Parceiro no projeto fotográfico Brasil Indizível. Colaborador do Projeto Cinema no Interior, parceiro do evento “Dia D” da Fazenda Carnaúba, evento promovido pela família de Ariano Suassuna, expondo fotografias durante o evento e fotógrafo e Videomaker do Festival Internacional de Folclore e Artes do Cariri.
 
Frederico Costa Guedes Pereira – Natural de João Pessoa (PB). Graduado em Ciência da Computação pela UFPB. Professor do Instituto Federal da Paraíba e analista de sistema do Tribunal Regional do Trabalho 13ª Região. Fotografa desde 2003, amadoristicamente, como o equipamento Nikon d 7.100. Sempre fotografou as paisagens pelas raízes familiares com o sertão e cariri. Expôs individualmente no 6º dia D na Fazenda Carnaúba e no Centro Cultural Ariano Suassuna do Tribunal de Contas do Estado.
 
Manoel Dantas Vilar – Natural de Campina Grande, radicado em Taperoá (PB). Formado em Direito pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), exerce advocacia. Fotografa desde 2006. Suas fotografias já foram publicadas no Jornal do Comércio (Recife, PE), no suplemento literário Correio das Artes do Jornal União (PB) e no jornal Folha de São Paulo. Suas fotografias podem ser vistas nos livros e Memórias de João Suassuna e o último feito por Ariano Suassuna. É integrante da Sertão Filmes, e já expôs no evento “Dia D”, da Fazenda Carnaúba (PB).
 
Serviço:
Exposição ‘No Sol do Céu do Sertão’
Expositores: Dantas Vilar, Frederico Guedes Pereira e Francisco Mendes.
Local: Hall do prédio administrativo da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano.
Horário de visitação: Terça a sexta-feira de 9h até 18h. Sábados, domingos e feriado das 10h até 19h.
Até o dia 20 de janeiro de 2019.
Entrada gratuita
Fones: 3214.8270 – 3214.8303
joaopessoa.pb.gov.br/estacaocb

 

Fonte: Secom-JP


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