Renato Caldas

Renato Caldas

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Publicado em 01/07/2013 16h07
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Tempo de colheita

O tempo de colheita para todos nós depende de como providenciamos o plantio durante a nossa vida. Esse tempo também vai mostrar quais foram as nossas ações, que semente plantamos, como direcionamos os dons e talentos recebidos, e que frutos colhemos nesse caminhar  de viajantes no tempo.


Um provérbio diz: “Somente para os ingênuos a velhice é inverno. Para os sábios, é tempo de colheita”. Sempre depende de como eu vejo e interpreto a velhice e o processo de envelhecimento. Se interpreto a velhice como inverno, então começo a sentir frio quando passo a pensar no tempo que me está determinado. Se a vejo, porém, como tempo da colheita, então alegro-me  com desfrutar a colheita.


A colheita não significa apenas que eu, na velhice, posso olhar para trás, para as minhas conquistas, para o que produzi profissionalmente, para os projetos que pus em prática, para a família que fundei e com a qual agora posso alegrar-me porque continua sempre a crescer. A colheita significa, antes de mais nada, que eu me tornei o fruto, que encontrei  a mim mesmo, descobri meu verdadeiro  ser.


O processo de envelhecimento tem como meta o encontrar a mim mesmo, meu verdadeiro ser, a imagem originária que Deus fez de nós para si. Na velhice, já não se trata de produzir algo, mas de ser algo.


Não devo dar importância a mim mesmo. Encontrei a mim  mesmo.


Agora sou simplesmente eu mesmo.


Este caminho para mim mesmo é longo. E mesmo na velhice ainda não cheguei ao fim. No entanto, a velhice já é de certa maneira, completude da história da minha vida.
Na velhice, trata-se de, através de minha história de vida e através de meus sonhos de vida que tive a partir de minha tenra infância, descobrir minha unicidade, aquilo que constitui meu verdadeiro se, meu autêntico eu. Quanto mais descubro minha unicidade, mais agradecido me torno por minha vida e mais experimentarei minha velhice como colheita na qual posso contribuir com o fruto de minha vida, um fruto com a qual muitos outros podem alegrar-se.


Com relação a essa colheita, posso perguntar-me: Para quem me tornei uma benção? Onde deixei bênçãos atrás de mim? A quais pessoas ajudei? Quem através de mim, criou novas esperanças? Com quem me relacionei amigavelmente? A quem ajudei a melhor administrar sua vida? E você pode perguntar-se: Fui autêntico? Que valores  cultivei  em minha vida? O que irradiei com minha existência?


Se você puder responder a essas perguntas com um bom sentimento então pode confiar que sua vida valeu à pena e que ela teve um sentido. Contudo, ao perguntar pelo sentido, você não deveria somente olhar retrospectivamente. Você deve também perguntar: Que sentido tem minha vida agora? Ou: que sentido eu gostaria de conferir agora á minha vida ?


A vida tem um sentido quando sou totalmente aquele que sou a partir de Deus, quando vivo autenticamente e  quando gravo nesse  mundo o traço completamente pessoal de minha vida.


Lins.rc@hotmail.com
    

    


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