Des. José Di Lorenzo Serpa

Des. José Di Lorenzo Serpa

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Publicado em 09/08/2013 15h40
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Primeiro Lugar

  Naquele tempo, os discípulos se reuniram entre si para saber o maior dentre eles. Qual seria o mais importante, pois muitos serviços já tinham prestado à causa de Jesus.

  Conta-se que Jesus teria dito: Os maiores serão aqueles iguais a uma criança, pois que é delas o reino dos céus. O mais importante serão os humildes, porquanto quem se humilha será exaltado e quem se exalta  será humilhado.

  Parece que compreenderam os ensinamentos e, pelo que se sabe, não voltaram a interrogar Jesus. Mas o que me impressiona é a busca do homem pelo primeiro lugar desde remotos tempos. Conta-se que os Fariseus e os doutores da lei gostavam de ser chamados de mestres e de ocupar os primeiros lugares nas sinagogas.

  Ocorre que a diferença para o mundo atual é tão pouca e nós os encontramos a cada passo, em cada esquina. Me parece que pouco mudamos, como se os homens estivessem sempre em primeiro plano nos atos de nossas vidas.

   Mas, afinal, quem ficará à direita do filho do homem? Isto sim, nos interessa, pois será, ao meu ver, um privilégio outorgado aos bons, talvez sem pecado, tendo conseguido passar pela vida sem máculas, ou que os tenham sido perdoados.

  Consideramos que somos pequenos e pequenos haveremos de morrer,  verificando que o próprio Jesus não aceitava o título de mestre, pois mestre era o Deus todo poderoso.

  Falo de um assunto que entendo pouco, apenas levanto hipóteses para os leitores aceitarem ou não  minhas propostas. Fala-se também que São João Batista, aquele que anunciara a vinda do Messias, seria o maior dos homens nascido de mulher e ele teve o privilégio de batizar aquele que inventou o batismo.

  Assim como a vida é cheia de interrogações, fica mais uma, muito embora, eu, da minha pequenez, acredite que milhares e milhares ficarão à direita do Pai, até porque me parece ser dele esse desejo. Ou se fica à direita ou à esquerda, não tendo vaga para o meio, os do centro sem posição definida nem na Terra como no céu.

  Lá não podemos lavar as mãos como Pilatos, fazendo-se indiferente aos acontecimentos  entre o bem e o mal.

  Daqui, deste canto de página gostaria de entrar na fila e pegar um pequeno lugar ao lado direito do pai, se eu for merecedor.

  Amém.

Des. José Di Lorenzo Serpa
gdls@tjpb.jus.br
 


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