Des. José Di Lorenzo Serpa

Des. José Di Lorenzo Serpa

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Publicado em 21/09/2013 12h46
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A força da Oração

Naquele tempo, e olhe que faz muito tempo, dizia Jesus a seus discípulos: “orai e meditai pois não sabeis a hora da partida” .

Acredito na força da oração, pois fui criado com ela desde tenra infância, quando disse, certa vez, que minha santa mãe dedilhava um rosário de intermináveis contas. Aí me tornei católico apostólico romano da Torre. E por acreditar na força da oração, uma vez que, ao lado daquelas usuais como Ave Maria e Pai Nosso, me ensinara ela, minha mãe, posto que se dizia bem forte nos seus efeitos, na época acima da penicilina, que só não curava defuntos, mas a oração na força da fé remove até montanhas.

Como leigo, digo apenas o que aprendi nas homilias, antigos sermões do pároco da nossa aldeia, nos ensinando que oração consiste em elevar o pensamento a Deus e pronto.

Nas minhas andanças pelo mundo e em particular pelas comarcas, ouvi várias estórias contendo a força da oração. Ouvi dizer que existe oração para tudo que você imaginar. Uma dor nas costas ou especificamente nas costelas, com o nome de espinhela caída, quando o padre não se encontrava chamava-se uma rezadeira que, de posse de uma folhinha verde, fazia uma oração possivelmente assim:

Com Deus me deito
com Deus me levanto

livrai esta filha

deste quebranto.

A folha secava e o devoto estava curado do mau olhado.

Assim, percorrendo várias cidades aprendi que oração deve ser constante pois existe para a guerra nesse mundo tão conturbado pela ausência de paz. Não se esquecer da oração do dia para que seja ele abençoado. Oração de louvor, não se esquecendo portanto de Deus como Ser Supremo.

Deste modo, cabe lembrar a oração de arrependimento, oração do enfermo, mas ao final todos detêm um poder específico vindo do alto. A oração pelos pais se revela de grande importância, pois se trata de um retorno do que em tese eles ensinaram na infância.

Conta-se que num quarto de cima de uma casa que pegou fogo, pois servia de armazém e continha folhas secas e sendo o açude distante para a busca das latas d'água a dona da casa joga ao fogo um livrinho de Santo Antônio, apagando-o imediatamente.

Ouvi muitas estórias, na maioria delas do interior e finalizando a da moça encalhada que, já  cansada de  ser solteirona rezava, e deu certo o seguinte:

Com Deus me deito, com Deus me levanto. Meu Deus até quando?

 

Des. José Di Lorenzo Serpa

gdls@tjpb.jus.br


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