Des. José Di Lorenzo Serpa

Des. José Di Lorenzo Serpa

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Publicado em 18/10/2013 17h01
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Jesus Brabinho

  Admiro as coisas leves, maneiras, contrapondo-se naturalmente às pesadas, que às vezes embrutecem as pessoas, causando mal, deles incuráveis. A leveza das coisas assume papel importante na feitura das mesmas, dos atos de tudo que se movimenta no planeta terra, ou seja, o que movimenta o sol e a chuva por exemplo.

  Acredito que a leveza da escrita se encontra na crônica, no conto ou na poesia. Por isso muitas delas são eternas. Por outro lado, acredito e creio na mansidão do Cristo, perdoando os pecados e pregando ao mundo como o manso e humilde de coração, tão bem colocado no sermão da montanha. Mas tenho cá minha admiração pelo Jesus brabinho, ao enfrentar as coisas do mundo com palavras menos afetuosas.


  Antecipo meu pedido de perdão cristão por este breve comentário, não usando seu nome em vão, pois, na verdade, repito, trata-se da minha admiração por Jesus visto pelo lado avesso.


  Algumas passagens são registradas como a da expulsão dos vendilhões do templo de chicote na mão, afirmando que a casa do seu pai era a casa de oração. Passagens outras são registradas ao responder aos emissários de Herodes Antipas, para mim antipático:


  - Diz àquela raposa que ainda terei três dias de pregação e logo após voltarei a Jerusalém, disse Jesus.

  Gosto muito também quando, resistindo à tentação, diz:

  - Afasta-se de mim Satanás.

  São caminhos e palavras diferentes daquelas pregações ao dizer que os mansos herdarão a Terra, por isso são bem aventurados. No período da Semana Santa, pego-me assistindo à Paixão de Cristo, o que faço desde a juventude no Cine Metrópole, de saudosa memória de todos nós, inclusive de José Bezerra Filho.

Ali, numa daquelas cadeiras comendo pipocas, eu me regozijava com a altivez e brabeza de Jesus.


  É verdade que Jesus usou muito o silêncio como resposta às armadilhas dos fariseus, travestidos de ignorantes para encontrar o mestre em contradições e levá-lo, ao final, ao holocausto que finalmente conseguiram.


  Assim os dias vão se passando, com os movimentos do sol e da lua, as alternâncias da guerra e da paz,  de bravuras e de calmarias, e o mundo vai girando na esperança de uma palavra sincera que seja de mansidão ou de certa bravura que o próprio Cristo não pode se furtar.

Des. José Di Lorenzo Serpa
 


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