2012: continuar dialogando

Durante todo o ano de 2011 passamos abordando temas, sempre com o objetivo de dialogar com os nossos leitores e leitoras, para juntos refletirmos como contribuir para a evolução de uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna.

O diálogo, pelas diferentes formas de comunicação, é sempre enriquecedor. É através dele que pontos aparentemente conflitantes terminam convergindo para a mesma direção e com mais qualidade. Entretanto, para que um diálogo flua positivamente é preciso que os interlocutores estejam abertos e com o espírito desarmado.

Todas as pessoas independentes de seu nível intelectual, cultural, econômico e social possuem um conhecimento acumulado capaz de contribuir para o engrandecimento dos diferentes temas. As pessoas representam suas experiências individuais e coletivas ao longo de suas existências; portanto, todos nós somos imprescindíveis na construção de qualquer pensamento e da nossa própria evolução.

O diálogo sempre foi, para mim, a melhor maneira de enxergar o mundo e eliminar conflitos. Parece uma afirmação óbvia, mas não é. Apesar de todos admitirem que esse seja o caminho que devemos trilhar, algumas pessoas têm dificuldade de dialogar. Para essas pessoas é muito difícil abrir mão de suas verdades, como suas verdades fossem únicas e absolutas.

Desde menino tenho o hábito de dialogar, seja com as pessoas da minha idade, com os mais novos ou os mais velhos. Aprendo e cresço, em todos os sentidos, com as diferentes gerações.

Ainda menino, eu lembro-me que morava na minha rua, Seu Fragoso, pai de Dom Fragoso, primeiro bispo de Crateús-CE. Logo cedo, quando eu passava em frente a sua casa, para ir à escola, ele já se encontrava sentado no terraço, ao lado de sua esposa. Da calçada, eu acenava desejando-lhes um bom dia. No retorno das aulas, eu ficava esperando uma oportunidade para falar com ele. Com sua tranquilidade e experiência de vida transmitia ensinamentos que nos enriqueciam.

Como é bom falar com os mais idosos. É uma pena que na nossa cultura esse hábito venha a cada dia se perdendo, seja por falta de orientação dos próprios pais, seja por falta da merecida valorização do idoso. Quantos ensinamentos estão sendo perdidos, quantas experiências de vidas estão deixando de ser aproveitadas. Quantos jovens estão se perdendo por falta de um diálogo com alguém que adquiriu sabedoria ao longo da vida.

Enfim, gostaria de agradecer a todos vocês por terem contribuído com nossos diálogos durante todo ano de 2011. Na certeza que, em 2012, vamos continuar dialogando na busca de um mundo melhor.

Luiz Renato de Araújo Pontes
Professor e pesquisador da UFPB professorluizrenato@gmail.com

Hilton Maia
Graduado em Direito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), especialista em Direito Civil e Processual Civil pela CPC - Marcato, em parceria com a Universidade Dom Bosco, ex-funcionário da Caixa Econômica Federal (CEF), com larga experiência gerencial, participante de vários cursos de gestão ofertados pelo Programa Haward Mananger e é hoje o diretor jurídico do escritório Hilton Maia Advocacia & Consultoria, professor universitário, colunista jurídico e doutorando em Direito Civil na Universidade de Buenos Aires.

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