Cracolandia: triste imagem

A imprensa tem divulgado imagens de uma área no centro de São Paulo, denominada de cracolandia, que choca pela degradação do ser humano instalado naquela região e pela forma que o estado tem abordado essa questão.

O nome cracolandia tem sido usado como uma referência ao local onde uma grande concentração de usuários de crack se reúne para adquirir e consumir essa terrível droga que vem destruindo grande parte de nossa sociedade.

Naquela região concentram-se permanentemente usuários de crack de classes menos favorecidas e aqueles de melhores condições financeiras que passam por ali para adquirir a droga via os traficantes de plantão. Independente de classe econômica e social lamentavelmente todos eles estão indo no caminho da autodestruição.

O crack virou uma epidemia em todo país, matando nossos jovens e destruindo famílias inteiras. Segundo o Conselho Federal de Medicina essa droga mata um terço dos usuários. Vale salientar que muitos, antes de morrerem pelo efeito da droga, são mortos pela própria violência em função de dívidas com o tráfico de drogas.

Recentemente, a cracolandia voltou à cena em todos os tele jornais no Brasil. Cenas chocantes onde dependentes químicos daquela região, sob uma ação policial do governo paulista, vagam pelas ruas de um lado para outro. Eles tentam voltar para seu “habitat”, que o próprio estado por falta de uma política social competente transformou aquele ambiente em um lixão humano.

O governo paulista, comandado por Geraldo Alckmin, acredita que pode resolver o problema de dependência química naquela região sufocando os usuários de drogas pela força policial.

Diferente do governo paulista, os países desenvolvidos como a Suíça, Alemanha, Espanha, entre outros, estão utilizando ambientes que propiciam um atendimento médico, psicológico e social, procurando dar um tratamento digno ao dependente químico, cortando a ligação umbilical com os narcotraficantes. Programas como: comunidades terapêuticas, narcossalas e dose-oficial nesses países, têm mostrado resultados positivos, reduzindo assim o consumo de drogas pesadas.

Experiências bem sucedidas nesses países devem ser analisadas pelas autoridades brasileiras e adaptadas para a nossa realidade. Entretanto, o que passa para a sociedade é que o governo de Geraldo Alkimin não está preocupado com o problema da dependência química de parte da população, mas, sobretudo, com uma área nobre de São Paulo que precisa ser desocupada.

Enquanto não usarmos a inteligência para prender traficante e tratamento adequado para dependentes químico, vamos continuar vendo apenas ações midiáticas por parte do estado.

Luiz Renato de Araújo Pontes

É Professor e Pesquisador da UFPB e Coordena o Laboratório de Materiais e Produtos Cerâmicos – LMPC/CT/UFPB.

E-mail: professorluizrenato@gmail.com

Twitter: http://www.twitter.com/profluizrenato

Web site: http://www.professorluizrenato.com

Hilton Maia
Graduado em Direito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), especialista em Direito Civil e Processual Civil pela CPC - Marcato, em parceria com a Universidade Dom Bosco, ex-funcionário da Caixa Econômica Federal (CEF), com larga experiência gerencial, participante de vários cursos de gestão ofertados pelo Programa Haward Mananger e é hoje o diretor jurídico do escritório Hilton Maia Advocacia & Consultoria, professor universitário, colunista jurídico e doutorando em Direito Civil na Universidade de Buenos Aires.

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