Melhorando para pior

Saudade daquelas manhãs de domingo. Acordar sonhando com aquele ensopado de caranguejo com uma cervejinha gelada num dos bares de praia da orla do Bessa. Com os pés na areia, claro.

Interferências do MP ( Ministério Público ) e da GRPU ( Gerência Regional do Patrimônio da União ) decidiram pela retirada dos bares instalados irregularmente nas areias da Praia do Bessa, sob a alegação de construção em Área de Preservação Permanente. Tudo bem, porém preservação é preservar, e não é o que vem ocorrendo.

Concordo plenamente com a preservação do meio ambiente, até porque além das construções afetarem a vegetação nativa, prejudicam também a reprodução da espécie Tartaruga-de-pente, já que existem muitos ninhos na referida área.

Os órgãos ligados à defesa do meio ambiente garantiram que após a retirada dos bares, reconstituiriam a vegetação, devolvendo à praia o seu aspecto original. Pois bem, concretizada a demolição dos bares, o que se observa no local é acúmulo de entulho, e o pior, a preservação da área foi pelos ares. Instalou-se na Praia do Bessa uma autêntica “feira livre”.

No lugar dos bares antes criticados, percebemos a presença de fiteiros, carrinhos de churrasco, vendedores ambulantes de amendoim, camarão, picolé, bronzeadores, CDs piratas, e todo tipo de comércio informal que, sem nenhum critério de higiene e legalidade, poluem o local, destroem a vegetação nativa e derrubam por terra qualquer objetivo de preservar, salientando ainda que a sujeirada deixada por tais frequentadores é imensa.

Melhorou para pior, na intenção de preservar a praia, demitiram trabalhadores dos bares, penalizaram os turistas que ali frequentavam, e estão permitindo a presença de uma imunda e horrível “feira livre” à beira mar. Vou morrer e não entendo que espécie de preservação é essa.

Katullo Nunes
Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de João Pessoa
Servidor Público Estadual
Suplente de Vereador em Cabedelo-PB

José Janguiê Bezerra Diniz
José Janguiê Bezerra Diniz nasceu no distrito de Santana dos Garrotes, na Paraíba. Sua trajetória de vida foi baseada na educação. Trabalhava de dia e estudava a noite. Prestou vestibular para Direito em 1983 e foi aprovado na UFPE. Em 1992, tornou-se, por concurso público, Juiz Federal do Trabalho do TRT 6ª Região. Nesta época, já havia se formado em Letras na Unicap e era professor na Faculdade de Direito de Olinda. Em 2003, criou, no Recife, a Faculdade Maurício de Nassau, mantida pelo Grupo Ser Educacional. Hoje, o Grupo é um dos maiores do Brasil, atendendo mais de 160 mil alunos em mais de 60 unidades distribuídas por todos os estados da Federação, contando com mais de 11 mil colaboradores. Janguiê Diniz já tem 21 livros publicados, entre eles sua autobiografia, intitulada “Transformando sonhos em realidade – a trajetória do ex-engraxate que chegou à lista da Forbes”, Fábrica de Vencedores – Aprendendo a Ser um Gigante, Passos para o Sucesso, A Arte de Empreender e Axiomas da Prosperidade.

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