Nordestinês nas redes sociais

Oxente! O Dia do Nordestino (08 de outubro), vem aí e ninguém vai comemorar não, é? Apoi eu vou e é muito! Começando por aqui onde tou sempre fazendo nordestinidades. E, por falar nisso, por conta da data, tou aprontando uma ruma de novidades pra compartilhar com vocês durante toda semana.

Uma delas é este texto onde uso o nordestinês para traduzir termos estrangeiros que fazem parte do nosso cotidiano. Porque uma pessoa que tem um nome igual ao meu – Romye Scheider – fica muito à vontade pra falar do tema sem medo de dar uma topada. E se der, arranca o chamboque do dedo, mas, segura na mão de Deus e vai.

Agora deu o istopô balai mesmo! É pra tomar no parreco uma coisa dessa. Passei 51 anos da minha vida pra começar a me acostumar com o meu nome estrambólico, aí chega uma curriola de palavras, de um mundo, pra todo o resto do mundo, inclusive, pro nosso planeta chamado Nordeste.

Imaginem a cena! Tamo nós tudim satisfeito, se empanturrando de cuscuz, rapadura, buchada, sarapatel, tripa assada, mungunzá, canjica, pamonha e tapioca, quando chegam, vai saber de onde mulesta, o facebook, instagram, standup, podcast, reels, feed, stories.

Pia mermo que marmota esses nomes! Foram empurrados de guela abaixo e nós tudo usando sem saber, ao meno, o que cada um quer dizer. Mas, como sou fuxiqueira mermo, já fiquei logo de butuca pra arrumar um significado pra cada um e, finalmente, deu certo e vou compartilhar. Porque posso ser fuxiqueira, mas, também sei repartir o fuxico alheio nosso de cada dia.

Mas, antes de revelar, preciso contar uma coisa. Quando descobri que Schneider quer dizer “cortar”, deu a mulesta! Uma das minhas missões nesse mundo, passou a ser sair falando até da mãe de tancanha. Mas, vou deixar de arrudei e meter pra cima a “tradução” nordestina desse mói de nome que a gente passou a morar, falar, desabafar, rir, chorar, cantar, dançar e se amostrar junto. E, depois da pandemia, então…deu a bixiga taboca. Viraram nossos “casos” de amor.

Tome nota da tradução nordestina by Romye:
Instagram – POIVAR e PABULAGE. Eu merma, tirando eu, num conheço ninguém pobi no insta. E, vocês, conhecem?
Stories – De todos os nomes, é o que a escrita mais diz o que quer dizer. É um mói de história, contada por meio de retratos, frases, figurinhas e vídeos, tudo INCANGADA uma na outra. E como fica no ar por pouco tempo (24 horas), aí é que dá o istopô. Todo mundo se avexa pra sair enganchando tudo que vê pela frente, desde como foi o dia, até uma viagem prum lugar que a gente nem estudou em geografia, até o aniversário de um jabuti, por exemplo.
Reels – pra mim é o termo mais novo. Mesmo assim, já arrumei tradução. Quer dizer MARMOTA, MUNGANGA e tudo mais que lembre atitudes PANTINZEIRAS. Já tou sentindo que é nesse que vou entrar abaixadinha.
Feed – digamos que é o lorde da família insta. É uma coisa FURNIDA, ARROCHADA, uma espécie de vitrine com uma tuia de momentos da vida cotidiana, passada (tem até um infarento de um TBT) e, por que não dizer, sim, o futuro, ou a vontade dele também está ali, presente.
Whatsapp – é um mói de gente AVEXADA. Quer FUXICAR com maior interatividade? – palavra da moda – O melhor lugar do mundo é ali e agora. Também conhecido como zap, o que também nos dá uma ideia de ligeireza. Fico sabendo de algum FUXICO, meu ou duzôto? Já passo pro próximo, que, a depender do que achou, já passa pro outro, pra outra, pros outros e, em questão de segundos, a vida, alheia, de preferência, tá na boca do mundo.
Podcast – significa FREXÊRO. Apoi é assim! Chega uma ideia, a pessoa grava e foi. É mermo que dá um piau num açude, num tem? Sem arrudei. Você chega na beira e mete o pé. A não ser que seja eu. Não tem quem me faça dar um piau, mas, também, não deixo de entrar, mergulhar e aproveitar o máximo daquela maravilha. E dessa também, chamada podcast. Ouçam lá na www.radioquintalfm.com.br os meus pods sobre a rotina em tempos de pandemia, numa linguagem bem engraçada e nordestina, é claro.
Standup – vou logo dizer aos outros termos que nem fiquem enciumados, mas, preciso confessar que essa é a minha grande paixão. Podendo ser chamado também de PIPÔCO DO TROVÃO, é a ação que envolve tudo que mais amo na face da terra: palco, som, luz, música, plateia, piadas, aplausos e risadas. Muitas risadas. Por falar nisso, já tá pronto o roteiro do meu próximo standup. É só o tempo de liberarem os palcos.
Facebook – tá FOLOTE e numa PEINHA de nada pra ir embora, assim como já aconteceu com o Orkut, que era mais importante que a tarracha do brinco de Madonna e um dia se foi. Hoje, pouca gente lembra que ele existiu.
Ainda tem o termo nordestino azilado que não define nenhum nome estrangeiro desse, mas, é uma palavra que adoro e quis deixar registrado aqui, porque sou nordestina e só ando agarrada, incangada com tudo que lembra a minha região maravilhosa: nomes, lugares, costumes, artes, folclore e comidas. E por falar nisso, vou voltar a elas, porque nordestino que se preze só fica satisfeito mesmo quando fica empaxado e com azia, mas, feliz, porque tá de bucho cheio.
Mas, antes de me despedir, quero lembrar que, durante toda essa semana (de 03 a 11), vou falar do tema NORDESTINIDADE. Corram lá pra se balançar nas minhas redes:
Insta (pabulage): @_romye
Face (peinha): Romye Schneider
Zap (avexado): 9-8844-5131
Mas, antes de correrem lá, que tal dizer o que achou desse texto? Vai nos comentários e faz seu nome.
Inté e FELIZ dia e nordestino e viva o NORDESTINÊS!

Romye Schneider
São 28 anos de jornalismo (TV, rádio, assessoria) e a vida toda de munganga. Dessa mistura, saem muitas histórias engraçadas sobre o quotidiano, das observações da vida e do que lhe der no quengo e no juízo que ainda lhe resta.

9 COMENTÁRIOS

  1. Esse tal de “Num tem” é invocado, é tipo ” não muié ”
    Em fim, meus comentários são 2 palavras amei. O que eu não gosto e que os Brasileiros usam muitas palavras estrangeira.

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