O turista e o viajante

O turista é escravo da mídia. Segue religiosamente o que está posto nos guias. Contenta-se tão somente numa visita rápida em cada local descrito nos anúncios publicitários e em registrar algumas fotos.

Não descuidam de uma ida obrigatória aos shoppings centers onde compram compulsivamente o que precisam e o que não precisam, e pronto. Não há fruição, não há troca.

O viajante ao contrário, constrói seu caminho e seu momento. Experimenta uma relação de troca simbólica com as pessoas do lugar. Procura se envolver com a comunidade visitada, conhecer sua história seus hábitos e costumes. Observa as relações das pessoas com sua comunidade. Para estes comprar não é uma prioridade, mas uma eventualidade ocasional.

O turista segue as estrelas. Não aquelas que lhe indicam o norte, mas as que classificam o ranking dos hotéis e restaurantes.

Ao viajante não importa o luxo, mas o conforto e a simplicidade desde que lhes aproximem das pessoas.

A prioridade é conhecer as pessoas, suas particularidades, sua história e sua cultura.

Estes absorvem o povo e aqueles o shopping.

Além do mais, do ponto de vista financeiro, há uma relação direta de causa e efeito entre os custos do turista e do viajante.

Sem sombra de dúvidas um programa sugerido pelo trading turístico certamente é bem mais caro do que o do viajante.

O turista naturalmente se alegra e se encanta com as novidades encontradas enquanto que o viajante enriquece com o aprendizado das viagens.

Portanto, viaje. O importante é cruzar fronteiras, viajar, sair, interagir, conhecer, experimentar e compreender.

Viaje expanda seus horizontes, supere seus limites e volte uma pessoa melhor, mais sábia e comprometida com o futuro do planeta.

Maurício Montenegro
Engenheiro civil com experiência na gestão de obras públicas e privadas, com familiaridade em planejamento estratégico. Ex-interventor do município de São Miguel de Taipu, ex-secretário de Obras da Prefeitura Municipal de João Pessoa, ex-diretor técnico da Companhia Estadual de Habitação (Cehap), coordenador da elaboração do Plano Diretor do Distrito Industrial de Caaporã, Coordenador da Carta Consulta para obtenção de crédito junto à Coordenação Andina de Fomento (CAF) para obtenção de empréstimo no valor de 100 milhões de dólares destinados à pavimentação e recuperação de rodovias do Estado da Paraíba.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui