Duas perguntas para todo problema, por Bill Gates

Atravessamos uma época conturbada para todos: empresas, profissionais, empreendedores, gestores. A crise se abateu sobre diversos setores econômicos e a recuperação para alguns pode ainda demorar algum tempo. Nesse cenário, saber lidar com os problemas se tornou uma habilidade ainda mais importante. Recentemente, Bill Gates escreveu em seu blog sobre duas perguntas que toda pessoa deve se fazer diante de dificuldades. São elas: Quem lidou bem com esse problema? E o que posso aprender com eles?

As perguntas podem parecer simples a princípio, ressalta Gates, mas, às vezes, as respostas são difíceis de se encontrar. É que muitos pensam, primeiro, em resolver por conta própria, criar uma solução do zero, quebrar a cabeça e “perder tempo”, quando investir um tempo em pesquisar soluções já alcançadas e bem-sucedidas para o problema estudado poderia abreviar gastos intelectuais e de tempo e dinheiro. Dificilmente um problema será totalmente novo – poderá ter nuances inéditas, mas é provável que sua essência já seja conhecida por outras pessoas. Por isso que é preciso calma e planejamento na hora de enfrentar uma adversidade. E quando falo em planejamento, não me refiro a meses de estudo e traçado de estratégias, já que é possível fazer um breve planejamento em um curto tempo. Planejar organizar ideias, definir objetivos e encontrar os meios para alcançá-los. E fazer as duas perguntas de Bill Gates ajuda bastante em qualquer planejamento.

Esses questionamentos podem ser explicados por um conceito bastante presente no mundo do empreendedorismo: a modelagem. Modelagem é aprender com quem já passou com determinada situação, ou outra pessoa de sucesso no setor em que você atua. Sabe aquela pessoa que é sua referência? Imite-a, inspire-se em sua trajetória e siga seus passos. É preciso saber onde e como ela errou, para não repetir aqueles erros. É que aprender com os erros dos outros é muito mais barato e menos doloroso.

A segunda pergunta estabelecida por Gates traz um ponto muito interessante: o que se pode aprender com quem já lidou com aquele problema. Aprender é a palavra-chave. De toda dificuldade por que passamos na vida, precisamos tirar ensinamentos. É importante refletir sobre o que deu errado, o que poderia ter sido feito diferente, para, também, não voltar a errar. No fim das contas, os erros e os problemas são grandes professores, que nos ensinam e fazem crescer.

Diante de uma adversidade, manter a calma e raciocinar sempre será a melhor opção. Pensar sobre quem já enfrentou aquele obstáculo e como o transpôs é uma estratégia que, certamente, trará melhores resultados, com maior grau de sucesso. Faz parte do nosso processo de crescimento na vida: ao aprendermos como lidar com determinada situação, vamos eventualmente nos sair melhor em circunstâncias semelhantes. Por isso, lembre-se sempre das duas perguntas de Bill Gates.

José Janguiê Bezerra Diniz
José Janguiê Bezerra Diniz nasceu no distrito de Santana dos Garrotes, na Paraíba. Sua trajetória de vida foi baseada na educação. Trabalhava de dia e estudava a noite. Prestou vestibular para Direito em 1983 e foi aprovado na UFPE. Em 1992, tornou-se, por concurso público, Juiz Federal do Trabalho do TRT 6ª Região. Nesta época, já havia se formado em Letras na Unicap e era professor na Faculdade de Direito de Olinda. Em 2003, criou, no Recife, a Faculdade Maurício de Nassau, mantida pelo Grupo Ser Educacional. Hoje, o Grupo é um dos maiores do Brasil, atendendo mais de 160 mil alunos em mais de 60 unidades distribuídas por todos os estados da Federação, contando com mais de 11 mil colaboradores. Janguiê Diniz já tem 21 livros publicados, entre eles sua autobiografia, intitulada “Transformando sonhos em realidade – a trajetória do ex-engraxate que chegou à lista da Forbes”, Fábrica de Vencedores – Aprendendo a Ser um Gigante, Passos para o Sucesso, A Arte de Empreender e Axiomas da Prosperidade.

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