É preguiça que se chama?

*Não é preguiça. É redirecionamento estratégico de energia vital. Aí tá certo! Assim, me sinto menos culpada e me permito à entrega. Porque não sei você, mas, nesse final de ano, tô tão necessitada de redirecionar as energias vitais.

Mas, é sempre assim, né? Chega esse período e as forças tão minguadas. Não tem mais tanto açoite e a vontade de correr, de conseguir, de chegar lá, é substituída pelo redirecionamento da energia vital, mais conhecido por preguiça. Mas, que também pode ser chamado de vontade de não fazer nada, ócio, moleza, leseira e…tou sem coragem de botar mais sinônimo.

E vale registrar: a preguiça, comum em todo final de ano, em 2020, veio com um adicional diurno, noturno, madrugaturno e “não nos deixa em paz em nenhum turno”. É óbvio que tô falando da pandemia.

Tem noção que, há um ano, eu acho, a gente nem conhecia a palavra pandemia? E, de uma hora pra outra, chegou um mói de termo novo (pandemia, quarentena, corona, covid, coronavac, vacina, jacaré), além de uma mudança total de comportamento.

Ou seja, imagina o que é a luta diária, correndo, muitas vezes, não sei pra onde e atrás de não sei o quê e, neste ano, essa carreira teve que continuar só que com álcool em gel, água e sabão e a infame da máscara. Tenho pra mim que é ela a culpada por estarmos tão cansados. Muito mais do que nos outros anos.

Quem aguenta “correr” com essa “empata respiração”? Só mesmo o Homem Aranha e o Homem de Ferro, que deveriam fazer um tutorial ensinando como continuar com todo gás mesmo usando máscara.

Não sei você, mas, euzinha aqui tô exausta! Mas, vou me permitir fazer o “redirecionamento estratégico de energia vital” (preguiça) e sugiro que faça o mesmo para que, em 2021, a gente possa seguir respirando e com energia.

Feliz Natal e até 2021!

*Frase do Google

Romye Schneider
São 28 anos de jornalismo (TV, rádio, assessoria) e a vida toda de munganga. Dessa mistura, saem muitas histórias engraçadas sobre o quotidiano, das observações da vida e do que lhe der no quengo e no juízo que ainda lhe resta.

5 COMENTÁRIOS

  1. Fala não menina, pois eu que sempre fui madrugadora, depois dessa pandemia, e mais ainda depois de ter tido covid, só quero acordar depois das oito horas… Pia mesmo! Na hora de começar no trabalho… Será redirecionamento de força vital?? Sei não, mas acho que cansaço mesmo. Ainda bem que tem você Romye com suas invenções para me fazer rir. Ano seu humor nordestino, bem nosso. Beijo

  2. Ah! Romye eu também estou com “esse seu redirecionamento”. Caramba!!! Minha vontade é ir pra rede e lê um bom livro. Claro! Também lê suas mugangas que você me envia. Abraços, Ozenaldo- Brasília DF.

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