Recuperação da economia: esperança à vista?  

É inegável que a pandemia teve impactos devastadores em toda a cadeia produtiva e econômica do Brasil (e do mundo, é bem verdade). Empresas fecharam ou tiveram suas atividades drasticamente reduzidas, muitos trabalhadores perderam seus empregos. Neste terceiro trimestre de 2020, no entanto, a economia começou a dar sinais de recuperação. Mas será que estes índices são confiáveis e podem mesmo trazer a esperança de uma retomada robusta?

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve uma alta de 7,7% no terceiro trimestre em comparação com os três meses anteriores, o que tirou o Brasil da chamada recessão técnica, segundo o IBGE. No segundo trimestre do ano, o resultado havia sido de uma queda de 9,7%, a depressão mais intensa desde o início dos registros trimestrais pelo IBGE, em 1996. Também pudera, com uma crise sanitária e econômica sem precedentes, um tombo assim seria de se esperar. É bem animador ver os novos resultados, advindos de uma retomada mais forte das atividades. Depois de um período de fechamento da economia, é de se imaginar que o trimestre mais recente registraria alta por conta do relaxamento das medidas de isolamento. O dinheiro voltou a circular com mais frequência. Há, todavia, alguns pontos a serem observados:

Primeiro, que esse indicativo de retomada não deve ser, ainda, motivo de euforia, mas um motivador para que se continue a envidar esforços para garantir o desenvolvimento da economia. Políticas públicas precisam ser até reforçadas e expandidas para gerar ainda mais estímulo. Neste ponto, programas de microcrédito são muito bem-vindos, pois possibilitam o surgimento e manutenção de pequenos negócios.

Também não se deve usar o argumento de que “precisamos voltar à normalidade para sustentar a economia”. A tal “normalidade” ainda demorará a chegar, pois precisamos da tão sonhada vacina contra a covid-19. Por ora, ainda é tempo de prudência – é sempre bom lembrar que estamos vivendo uma nova alta nos casos da doença no país e em diversas outras partes do mundo. É melhor não relaxar demais para, depois, não precisar fazer o movimento contrário, apertando o cinto exageradamente.

É fato que precisamos, por exemplo, retomar atividades como as das instituições de ensino, principalmente as escolas. Com os protocolos e cuidados necessários, é possível. É justamente esse cuidado que não deve ser abandonado. Não se pode ignorar que o coronavírus continua circulando e, por isso, cabe a todos serem prudentes na volta à “vida normal”, mesmo ela ainda exigindo uma série adaptações. Assim, o motor econômico volta a girar com mais constância, sem intermitências, podendo manter um ritmo benéfico para todos.

José Janguiê Bezerra Diniz
José Janguiê Bezerra Diniz nasceu no distrito de Santana dos Garrotes, na Paraíba. Sua trajetória de vida foi baseada na educação. Trabalhava de dia e estudava a noite. Prestou vestibular para Direito em 1983 e foi aprovado na UFPE. Em 1992, tornou-se, por concurso público, Juiz Federal do Trabalho do TRT 6ª Região. Nesta época, já havia se formado em Letras na Unicap e era professor na Faculdade de Direito de Olinda. Em 2003, criou, no Recife, a Faculdade Maurício de Nassau, mantida pelo Grupo Ser Educacional. Hoje, o Grupo é um dos maiores do Brasil, atendendo mais de 160 mil alunos em mais de 60 unidades distribuídas por todos os estados da Federação, contando com mais de 11 mil colaboradores. Janguiê Diniz já tem 21 livros publicados, entre eles sua autobiografia, intitulada “Transformando sonhos em realidade – a trajetória do ex-engraxate que chegou à lista da Forbes”, Fábrica de Vencedores – Aprendendo a Ser um Gigante, Passos para o Sucesso, A Arte de Empreender e Axiomas da Prosperidade.

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