Ricardo, onde estás?

Ontem perdi um amigo e não foi o corona.

Uma pessoa alegre, desenvolta que vivia a vida com energia e sobretudo com amor.

Nasceu e criou-se no mar.

Morreu num mergulho. Logo ele que era forte como um super-herói.

Uma morte estupida.

Estava muito feliz com toda família reunida na praia de Coqueirinho.

Soube que se manifestou e não mediu elogios ao final de semana e que chegara a comentar que se morresse naquele dia morreria feliz, tão grande era sua satisfação de ver todos juntos num cenário em que o mundo inteiro clama por calor humano e por um abraço.

À tardinha assisti a um vídeo onde ele, numa casa em Coqueirinho, improvisou um tobogã e descia a rampa como se fosse um menino.

Em dado momento, ao mergulhar, chocou-se com uma pedra e um traumatismo craneano tirou-lhe os sentidos.

Tirou-lhe os sentidos e bagunçou o nosso e principalmente dos seus familiares.

Nunca mais o verei para prosar lembrando pessoas que nos foram caras.

Dizem que para quem tem fé a vida não tem fim (muda de local).

E agora Ricardo onde estás?

Se for por merecimento com certeza num bom lugar.

Longe das pandemias, longe da violência urbana, da mentira e da maldade.

Descanse em paz meu amigo.

Maurício Montenegro
Engenheiro civil com experiência na gestão de obras públicas e privadas, com familiaridade em planejamento estratégico. Ex-interventor do município de São Miguel de Taipu, ex-secretário de Obras da Prefeitura Municipal de João Pessoa, ex-diretor técnico da Companhia Estadual de Habitação (Cehap), coordenador da elaboração do Plano Diretor do Distrito Industrial de Caaporã, Coordenador da Carta Consulta para obtenção de crédito junto à Coordenação Andina de Fomento (CAF) para obtenção de empréstimo no valor de 100 milhões de dólares destinados à pavimentação e recuperação de rodovias do Estado da Paraíba.

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