O Fenômeno Juliete

(uma tentativa de justificação)

De repente algo curioso aconteceu.
O programa televisivo abreviado BBB – Big Brother Brasil, criado em 29 de janeiro de 2002 e que vem a ser a versão brasileira de um reality show apresentado pela CBS, nos Estados Unidos (Big Brother) este ano aqui ganhou índices monumentais de audiência.
Durante cem dias foi apresentado diariamente, ocupando a preferência nacional sem distinção de classe social, de raça, de cor ou credo.
Um dos participantes teve um papel fundamental nesse episódio. A candidata Juliete Freire, uma advogada paraibana nascida em Campina Grande, que pelo seu carisma e seu comportamento no grupo angariou simpatias culminando com a vitória acachapante do embate.
Arrisco uma tese para justificar a escolha de Juliete.
Desde o início da pandemia no Brasil, em dezembro de 2019, provocada pelo corona vírus a população vem sendo massacrada maciçamente com notícias alarmantes.
Diariamente os veículos de comunicação não se ocupam de outro assunto a não ser o número de mortes recrudescendo, a incerteza da cura, o desemprego, a fome atingindo milhões de brasileiros.
Nesse clima de tensão a nova versão 2021 do BBB encontrou um terreno fértil para disseminação operando como se fosse um sofá de psicanalista.
Os episódios diários realçaram os atributos da participante Juliete Freire que com seu jeito matreiro e inegável espírito de liderança viralizou, caiu na graça popular a ponto de conquistar mais de 90% dos votos estabelecendo uma marca recorde desde a criação do programa.
Final feliz. Bom pra Juliete, bom para a emissora, bom para os telespectadores, bom para os patrocinadores.

Maurício Montenegro
Engenheiro civil com experiência na gestão de obras públicas e privadas, com familiaridade em planejamento estratégico. Ex-interventor do município de São Miguel de Taipu, ex-secretário de Obras da Prefeitura Municipal de João Pessoa, ex-diretor técnico da Companhia Estadual de Habitação (Cehap), coordenador da elaboração do Plano Diretor do Distrito Industrial de Caaporã, Coordenador da Carta Consulta para obtenção de crédito junto à Coordenação Andina de Fomento (CAF) para obtenção de empréstimo no valor de 100 milhões de dólares destinados à pavimentação e recuperação de rodovias do Estado da Paraíba.

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