Ensino Digital e Market Places Educacionais ganham cada vez mais espaço 

Isabelle Kellen Silva Monteiro

Anexos11:54 (há 0 minuto)

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Por Jânyo Diniz – Presidente do grupo Ser Educacional
A pandemia causada pelo novo coronavírus trouxe uma verdadeira revolução na forma de promover a educação não apenas no Brasil, mas em todo o Mundo. Devido a necessidade de se manter o distanciamento social, muitas escolas e Instituições de Ensino Superior (IES) precisaram se reinventar e adotar, de forma muito rápida, a mudança do ensino presencial para o ensino remoto ou híbrido. Mas, no momento de caos, o que pudemos observar foi um uma mudança cultural na forma de aprendizado dos alunos e no lançamento de produtos digitais, edtechs e markets places educacionais.
Esse segmento já existe há anos, mas ainda contava com uma certa relutância por parte da sociedade. Muito desse “preconceito” vinha da resistência em relação ao ensino a distância. Mas esse tabu começou a ser quebrado a cada mês de pandemia que se passava. Afinal, muitas pessoas não tinham sequer contato com o modelo de ensino a distância, mas, agora, seja de forma obrigatória ou não, passaram a entender melhor como funciona essa modalidade e perceber que se tratava do futuro da educação.
O marketplace educacional, ou a venda de cursos livres, vai um pouco mais além. Ele consiste na ideia de aproximar uma instituição de ensino, um professor ou um profissional expert em determinada área de estudantes, profissionais ou qualquer pessoa interessada em se aprimorar e melhorar suas habilidades e conhecimentos em determinadas áreas, ou mesmo redirecionar sua carreira, os chamados upskilling ou reskilling. A ideia é quebrar a barreira da distância e promover especializações e conhecimentos específicos de forma ágil e, principalmente, acessível e flexível, em tempo, horário e formatos – tanto do ponto vista financeiro, como em sua qualidade. Ou seja, é como se uma pessoa precisasse aprender sobre telejornalismo e chamasse o William Bonner para ensinar. Mas também pode ser de uma forma mais simples, como alguém interessado em aprender um idioma e ter como professor um nativo, ou buscasse determinada marca e instituição para fazer seus cursos.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Research and Markets, ainda em 2019, o mercado de cursos on-line deve ultrapassar a marca de 300 bilhões de dólares até 2025. No entanto, esse cálculo já começa a ser revisto devido ao crescimento apresentado no último ano (2020). Por conta da pandemia, milhares de pessoas que estavam em casa, isolados, optaram por buscar uma qualificação on-line, o que resultou em um aumento exponencial no setor.
O modelo tem sido tão bem aceito que diversas Instituições de Ensino Superior passaram também a contar com os cursos livres em seus portfólios. Na Ser Educacional, por exemplo, criamos a plataforma GoKursos, que disponibiliza qualificação nas mais diversas áreas a preços acessíveis.
Mas estas mudanças não ficaram restritas apenas a criação de lojas on-line que vendem estes formatos de curso. As próprias graduações e pós-graduações foram reinventadas e não só no formato de venda, mas, acima de tudo, no modelo acadêmico e pedagógico que buscam atender a uma juventude mais volátil e imediatista, que terá dezenas de empregos e várias profissões ao longo da sua vida economicamente ativa, e busca cursos mais curtos, e customizados voltados para atender a necessidade pessoal de cada aluno, com trilhas de aprendizados e conteúdos individualizados, e específico mercado de trabalho. O desenvolvimento da tecnologia, além da customização da educação, permitiu que grandes profissionais e professores fossem acessíveis a alunos e estudantes de qualquer parte do mundo.
A cada dia fica mais claro que esse é um caminho que deve ser seguido pela educação.
Evidentemente que os modelos de graduação e pós-graduação serão adaptados a nova realidade, e não poderão seguir mais o modelo tradicional presencial, todos os cursos serão híbridos, contando com uma parte remota síncrona, on-line e presencial.

Mas, o que está em jogo de verdade é a acessibilidade que o novo modelo traz para todos. A ordem é democratizar o conhecimento e aumentar o alcance, focando nas necessidades individuais de aprendizado, que atendam com precisão o mercado, para capacitar e qualificar ainda mais os profissionais de todas as áreas do conhecimento, de modo a aumentar a produtividade e possibilitar mudanças de emprego ou profissão sempre que for necessário, por desejo do profissional ou imposição do mercado.

José Janguiê Bezerra Diniz
José Janguiê Bezerra Diniz nasceu no distrito de Santana dos Garrotes, na Paraíba. Sua trajetória de vida foi baseada na educação. Trabalhava de dia e estudava a noite. Prestou vestibular para Direito em 1983 e foi aprovado na UFPE. Em 1992, tornou-se, por concurso público, Juiz Federal do Trabalho do TRT 6ª Região. Nesta época, já havia se formado em Letras na Unicap e era professor na Faculdade de Direito de Olinda. Em 2003, criou, no Recife, a Faculdade Maurício de Nassau, mantida pelo Grupo Ser Educacional. Hoje, o Grupo é um dos maiores do Brasil, atendendo mais de 160 mil alunos em mais de 60 unidades distribuídas por todos os estados da Federação, contando com mais de 11 mil colaboradores. Janguiê Diniz já tem 21 livros publicados, entre eles sua autobiografia, intitulada “Transformando sonhos em realidade – a trajetória do ex-engraxate que chegou à lista da Forbes”, Fábrica de Vencedores – Aprendendo a Ser um Gigante, Passos para o Sucesso, A Arte de Empreender e Axiomas da Prosperidade.

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