Operação Famintos

Vereador aliado de Romero é preso na segunda fase que apura o escândalo da merenda escolar em Campina Grande

PF desarticula grupo criminoso responsável por fraudes em licitações e contratos na Paraíba

22/08/2019 10h31
Por: da Redação
Fonte: Redação com assessoria da Polícia Federal
Vereador Renan Maracajá foi preso na segunda fase da Operação Famintos
Vereador Renan Maracajá foi preso na segunda fase da Operação Famintos

O vereador Renan Maracajá (PSDC), aliado do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, foi um dos presos na segunda fase da Operação Famintos, deflagrada na manhã desta quinta-feira, 22, pela  Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União – CGU/PB e com o Ministério Público Federal – MPF/PB. A Operação Famintos, foi criada para combater fraudes em licitações, superfaturamento de contratos administrativos, corrupção e organização criminosa, na Paraíba.

 A operação contou com a participação de 60 policiais federais, sendo realizado o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão,  em residências, escritórios e empresas dos investigados, bem como de 8 mandados de prisão, sendo 5  mandados de prisão temporária e 3 mandados de prisão preventiva.  Todos os mandados foram cumpridos na cidade de Campina Grande/PB. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal de Campina Grande/PB.

 ENTENDA O CASO

 A primeira fase da Operação Famintos foi deflagrada no dia 24/7/2019, tendo contado com a participação de 260 policiais federais e 16 auditores da CGU. Na ocasião, foram cumpridos 67  mandados de busca e apreensão, em órgãos públicos e nas residências, escritórios e empresas dos investigados, bem como de 17 mandados de prisão.

 Esta segunda etapa da Operação visa ampliar a desarticulação do núcleo empresarial da organização criminosa, responsável pela criação de “empresas de fachada”, utilizando-se de pessoas que tinham consciência de suas situações na condição de “laranjas”. As empresas, então constituídas em nome de pessoas que não eram as reais proprietárias e administradoras, eram utilizadas pelos criminosos para fraudar as licitações, conferindo um falso caráter competitivo aos processos licitatórios.

 CRIMES INVESTIGADOS

Os investigados responderão, de acordo com suas condutas, pelos crimes de fraudes em licitação, superfaturamento de contratos, corrupção e organização criminosa, cuja pena, somada, poderá ultrapassar 20 (vinte) anos de reclusão.

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