Opinião

Transposição do Rio São Francisco – E AGORA?

Quem e como se definirá o remanejamento das bacias e quem paga a conta.

Maurício Montenegro

Maurício MontenegroMaurício Montenegro. Natural de Taperoá, interior paraibano, estudou no Lyceu Paraibano e no Colégio Diocesano Pio X e se formou em Engenharia pela Escola de Engenharia da UFPB Turma de 1966. Foi por muitos anos chefe de Departamento da extinta Saelpa.

08/09/2019 10h54Atualizado há 2 meses
Por: da Redação

A convite do amigo George Cunha,Presidente da Academia Paraibana de Engenharia,assisti ontem (20/08/19) a uma excelente palestra proferida pelo Engenheiro Rômulo de Macedo Vieira, referência nacionalem assuntos de Transposição do Rio São Francisco.

Vivi duas felizes ocorrências primeiro a oportunidade de reencontrar-me com colegas que há muitos anos não via a exemplo de Neuzinha Martins, Orlando Galiza e Chico Chaves, segundo a palestra em si que foi uma verdadeira aula, um retrato falado da complexidade deste projeto tão decantado e tão desejado pelo que ele representa em termos de desenvolvimento econômico, para a região nordestina.

O foco principal da palestra foi a identificação do que falta ser providenciado e executado para conclusão do projeto como um todo.

O palestrante discorreu, com maestria e convencimento, um rosário de providências necessárias ao pleno funcionamento do projeto e que até agora não foram sequer iniciadas. São pendências que, com auxílio da tecnologia e recursos financeiros, se resolvem num lapso de tempo. Sob seu julgamento esses itens deverão estar satisfeitos, sobretudo pela vertente burocrática, até o ano 2026. Entretanto em minha opinião há um gargalo, um obstáculo muito preocupante e de difícil solução quanto à operação do sistema.

Trata-se de uma questão subjetiva na hora da onça beber água. Ou seja, a conciliação de interesses e conflitos entre os estados participantes: Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará.

Quem e como se definirá o remanejamento das bacias e quem paga a conta.

Ocorreu-me uma ideia que, aliás, despretensiosamente sugeri num breve aparte ao conferencista. Poder-se-ia criar uma entidade sem vínculo com a União, os Estados e o Município, talvez um conselho gestor superior e isento instituído único exclusivamente para gerir esses conflitos. Caso contrário resta administrar a ganância de uns e dos outros.

 

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