Causos e acausos

Alô! É do orelhão?

O que mais me trouxe lembranças foi o orelhão, o instagram da época

Romye Schneider e seus Acausos

Romye Schneider e seus AcausosCom nome de estrela de Hollywood, ela é paraibana de Pombal, jornalista e humorista. Gosta tanto de contar histórias que já fez isso em vários veículos. Por mais de 10 anos foi repórter de TV (Tambaú e O Norte) e, atualmente, faz standups onde conta histórias do cotidiano de maneira engraçada. Esta coluna será também um espaço para compartilhar estas histórias que vão desde fatos e observações do dia a dia, memórias, reflexões, sempre com pitadas de bom humor.

17/09/2019 08h33Atualizado há 2 semanas
Por: da Redação

Estes dias, meu filho Caê me mandou aqueles retratinhos de objetos e situações que lembram a nossa infância e adolescência. Acho que todo mundo e o mundo tudo já recebeu, pois, se até ele lá na Irlanda, imagine... São bilas, também conhecidas como bola de gude, potes e filtros de barro, monóculos (para olhar retratos), e até mertiolate que prometia não doer e doía que só a bixiga. 

Mas, o que mais me trouxe lembranças foi o orelhão, o instagram da época, que formava uma rede de informações e compartilhamentos, chamada fila de onde saía de tudo, inclusive, briga porque o outro tava demorando demais no telefone. 

Tudo com a ajuda de uma tecnologia chamada ficha telefônica. Logo me lembrei quando, daqui de João Pessoa, ligava pra mainha lá em Pombal. O orelhão não era tão perto da casa dela e eu tinha que me valer da boa vontade dos outros. O que não era tão boa assim, sempre. Alguns atendiam, prometiam chamar e sumiam. Até hoje tou esperando... 

E assim, a vida seguiu com o orelhão presente em minha vida. Quando soube que ia pra TV Tambaú foi por meio de um. Morava na Residência Universitária e tinha um logo na entrada. Quando eu tava indo à padaria com mainha e Esmerina, minha irmã pequena, ela viu o telefone dependurado e correu pra atender. Não podia ver um que saía desembestada. Dessa vez, atendeu e disse: Lalai, é pra você! Era o jornalista José Vieira Neto me convidando pra trabalhar na TV. Fiquei estatalada, pois, tava sem saber o que fazer da vida já que tinha concluído o curso e precisava sair da Residência.

E na TV o orelhão continuou sendo meu companheiro. Fiz a matéria sobre uma grande novidade que era a mudança de ficha para cartão. Pia mesmo!Expliquei bem direitinho aquela tecnologia complicada. 

No final dos retratos, vem a comprovação que, se você reconhece todos aqueles objetos é porque tá ficando velho. E eu tou mesmo e não tenho como negar de jeito nenhum, pois está na minha história de repórter de TV. Vocês acreditam que entrevistei Frei Damião?

 

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