Opinião

A política

"O homem é um animal político" (Aristóteles)

Maurício Montenegro

Maurício MontenegroMaurício Montenegro. Natural de Taperoá, interior paraibano, estudou no Lyceu Paraibano e no Colégio Diocesano Pio X e se formou em Engenharia pela Escola de Engenharia da UFPB Turma de 1966. Foi por muitos anos chefe de Departamento da extinta Saelpa.

07/10/2019 21h50
Por: da Redação

A política é uma atividade onipresente em todos os atos sociais e surge sempre que está em jogo interesses quer do indivíduo quer dacoletividade.

Portanto se pratica a política em casa, no trabalho, nas associações, nos clubes sociais, nos sindicatos, nas igrejas, nas cidades e nas nações.

Os ingredientes da política envolvem sofisticados e complexos componentes, principalmente aqueles que se referem ao comportamento do homem no contexto social.

A inteligência, a perspicácia, o convencimento, a eloqüência, a erudição, a prudência, são atributos importantes para seu exercício.

Infelizmente há que se reconhecer que nem tudo na política é virtuoso.

Nódoas existem que deslustram o brilho daqueles que dela participam.

Já se disse que na política o feio é perder. Por ai se pode imaginar quantas artimanhas e artifícios não republicanos são utilizados neste mister.

Nela desfilamcaleidoscópios dos mais sórdidos e inescrupulosos ardis.

 A falsidade, a mentira, o engodo, a traição e a chantagem são expedientes muito a gosto dos políticos profissionais, com raras exceções.

Na política o fim justifica os meios.

A regra geral é utilizar-se de meios degradantes, fraudulentos e escusos para alcançar os objetivos e da “Lei de Gerson” de levar vantagem em tudo.

Não é de hoje que esta sombria realidade faz parte da política.

A Política sempre foi uma atividade que abrigou ilícitos.

Casos de corrupção e fraudes na política são mais velhos que a Sé de Braga como dizem os portugueses.

Vieira já dizia que os governadores “chegavam pobres às Índias ricas e saiam ricos das Índias pobres”.

Observe-se os exemplos de traição ocorridos na época do Império Romano.

O que se constata é que as canalhices outrora ocorriam em doses homeopáticas, atualmente a prática é uma constante chegando a se tornar uma epidemia.

Agora a big word como dizem os gringos é a corrupção.

As últimas ocorrências dos mensalões, do dinheiro na cuecasão atitudes desprezíveis que apequenam a política e os que dela participam conferindo-lhes baixos índices de credibilidade.

A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) e a Universidade de Brasília (UnB) realizaram uma pesquisa em âmbito nacional e constataram os seguintes índices sobre a desconfiança da sociedade nas instituições:

81.9% não confiam em político;83.1% não confiam na Câmara Federal;80,7% não confiam no Senado Federal;75,9% não confiam nos partidos políticos;54,4% não confiam no Governo Federal.

 

Dados alarmantes.

Diante desta constatação, perplexo, olho para o futuro e sinto uma falta de chão. Fica a pergunta qual a perspectiva de mudança?

 

 

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