Crueldade

Polícia identifica mulher que lançou gato para ser atacado e morto por cão pitbull

Segundo a delegada Clea Pereira, diversas diligências vêm sendo feitas com objetivo de localizar a agressora.

08/10/2019 20h52
Por: da Redação

A Polícia Civil já identificou a mulher que lançou um gato para ser atacado e morto por um cachorro da raça pitbull. O fato ocorreu no último domingo (6), no bairro do Geisel, em João Pessoa e foi registrado por câmeras de segurança instaladas na casa onde o cão é criado. A suspeita tem cerca de 30 anos de idade e reside na mesma rua em que o crime foi praticado.
 
O caso está sendo investigado pela Delegacia do Meio Ambiente de João Pessoa. Segundo a delegada Clea Pereira, diversas diligências vêm sendo  feitas com objetivo de localizar a agressora.
 
“Desde ontem (segunda-feira, dia 6) que nossos agentes estão realizando diligências para localizar a pessoa que aparece nas imagens jogando o gato por cima do muro da residência. Já obtivemos informações sobre a identidade dela e seu endereço. Ela será intimada para comparecer à delegacia e assinar um termo circunstanciado de ocorrência, em virtude do crime praticado”, informou a delegada.
 
A delegada já tomou o depoimento da mulher proprietária do cão pitbull e de outra testemunha que confirmaram que o gato arremessado em direção ao cachorro foi atacado e morto pelo cachorro. Além dos testemunhos, a polícia já está de posse das imagens que mostram como tudo ocorreu.
 
“A imagem é clara. Mostra perfeitamente a mulher pegando um volume, que sabemos ser um gatinho, e o lançando por cima do muro de uma casa, onde havia um  pitbull. Depois de lançar o animal, a mulher segue seu caminho naturalmente, como se nada tivesse acontecido, demonstrando frieza”, observou Clea Pereira.
 
A mulher será enquadrada na prática de maus tratos contra animais, prevista na Lei de Crimes Ambientais. A pena é de três meses a um ano de detenção, sendo agravada em caso de morte do animal atacado. A legislação não prevê pena de prisão para esse tipo de delito.
 
“Em virtude de o crime ter pena inferior a quatro anos, não há como falarmos em prisão da agressora, mesmo se ela fosse abordada pela polícia em flagrante delito. No entanto, ela terá que comparecer à delegacia, assinar o termo circunstanciado e responder a processo judicial”, explicou a delegada.

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