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Investigação de paternidade: Hemocentro faz 1 DNA, por dia; MPPB reforça orientação sobre exame

Um dos pontos tratados foi justamente o fato de que algumas pessoas chegam ao Hemocentro para coleta e não as realizam por não estarem atentas aos requisitos necessários.

10/10/2019 21h08
Por: da Redação

Nos últimos nove anos, o Ministério Público da Paraíba encaminhou e o Hemocentro viabilizou, aproximadamente, 3.500 exames de DNA para reconhecimento de paternidade. Isso significa que, pelo menos, um teste é realizado com esse fim, a cada dia, no Estado. Os preparativos para o exame de DNA são simples, mas, apesar das orientações, algumas pessoas não observam todos os critérios, inviabilizando algumas coletas e demandando reagendamentos. Dentro da campanha “Nupar: Você Conhece?”, iniciada no último mês de agosto, o Centro de Apoio Operacional às Promotorias Cíveis e de Família e o Núcleo de Paternidade do MPPB estão reforçando essas e outras orientações com o objetivo de permitir que mais crianças e adolescentes filhos de “pais desconhecidos” tenham acesso ao direito de ter os nomes de seus genitores.

A coordenadora do CAO Cível e Família, a promotora de Justiça Liana Espínola Pereira de Carvalho, que assumiu o cargo recentemente, realizou uma visita institucional ao Hemocentro, no início desta semana, para se inteirar mais sobre a dinâmica empreendida pelo Laboratório de Biologia Molecular, responsável pelos exames de DNA. Ela foi recebida pela coordenadora do setor, Jussara Torres Lacerda e, em conversa, as duas avaliaram estratégias para o melhoramento dos encaminhamentos para coleta do material genético. Um dos pontos tratados foi justamente o fato de que algumas pessoas chegam ao Hemocentro para coleta e não as realizam por não estarem atentas aos requisitos necessários.

“O Ministério Público, através do CAO e do Nupar, se comprometeu em reforçar junto às partes envolvidas no processo de investigação de paternidade todos os requisitos necessários para a realização da coleta do material. Ficamos sabendo que coletas deixam de ser feitas por falta da documentação necessária ou porque as pessoas receberam transfusão de sangue ou doação de medula óssea, nos três meses anteriores (o exame pode constar material genético do doador). Então, são algumas coisas simples, mas que devem ser observadas para melhorar a qualidade do serviço e dar mais celeridade à confecção dos laudos”, explicou a promotora de Justiça, Liana Carvalho.

Ainda, durante o encontro, a coordenadora do Laboratório de Biologia Molecular do Hemocentro ressaltou a necessidade de reforçar junto às pessoas que irão se submeter à coleta de material genético que elas também devem comparecer munidas da documentação exigida: documento original de identificação pessoal com foto; certidão de nascimento original da criança ou adolescente e o ofício de agendamento do MPPB. A coordenadora do CAO disse, ainda, que, com as informações repassadas pelo Hemocentro, o Centro de Apoio vai providenciar um material de divulgação específico sobre esses requisitos para que seja repassado a todos os promotores de Justiça que demandam exames de DNA, em todo o Estado, para que repassem às pessoas que serão submetidas a coletas de material genético.

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