Juíza Lúcia Ramalho vai receber “Medalha do Mérito Jurídico Tarcísio de Miranda Burity”

A juíza Maria de Fátima Lúcia Ramalho, titular do 6º Juizado Especial Cível da Capital, vai receber nesta quarta-feira, a Medalha do Mérito Jurídico Tarcísio de Miranda Burity. Será às 15h, no plenário da Casa de Epitácio Pessoa. A medalha é uma das maiores comendas da Assembleia Legislaria da Paraíba e é destinada às personalidades que se destacam no  seu trabalho no judiciário. A propositura é do deputado Jeová Campos.

Para a juíza, a escolha do nome da medalha, que mantém viva a memória do saudoso governador Tarcísio de Miranda Burity foi da maior importância. “Vejo com a grandeza que foi o ex-governador Tarcísio Burity, um homem culto e preparado, erudito, amava e apoiava as artes, talvez a Paraíba nunca vá compreender a sua grandeza”, resume.

“Estou feliz pela certeza do dever cumprido, regozijada por ter sido escolhida em meio a tantas personalidades paraibanas e agradecida ao deputado Jeová e à Assembleia Legislativa, por me permitirem fazer parte de tão seleto grupo”, pontuou a magistrada.

Segundo a magistrada, Cajazeiras foi sua escola na Magistratura. “Naquela comarca fiz um trabalho com a comunidade privada de liberdade no qual envolvemos o poder público, a classe empresarial, a igreja e a sociedade em geral. Plantei uma semente cuja árvore vem dando frutos até hoje”, disse Lúcia Ramalho.

A semente a que ela se refere está no Projeto de Resolução apresentado pelo deputado Jeová Campos, à Assembleia da PB. Como juíza de direito da comarca de Cajazeiras, ela implantou o projeto pioneiro Conselho da Comunidade focado na ressocialização dos apenados, que funciona efetivamente até hoje.

O projeto ligou toda a comunidade nas atividades, desde a classe empresarial que absorve o trabalho dos apenados que deixam a prisão à sua reintegração com a sociedade.

“De fato, só se faz ressocialização de apenados se toda sociedade se envolver e foi isso o que conseguimos fazer em Cajazeiras. Chamamos o poder público e o empresariado para oferecer empregos aos egressos da prisão, porque se ao sair do cárcere, o cidadão não tiver esse apoio com um trabalho, a probabilidade de voltar a delinquir é bem maior”.

Com trinta anos na magistratura, a juíza é sertaneja, nasceu em São José de Piranhas, tem vasto curriculum na área jurídica, graduada em Direito, com aprimoramentos de cursos no exterior, e foi aprovada em quinto lugar no concurso para Juiz Substituto do Estado da Paraíba, sendo nomeada em 30 de março de 1992.

Por Kubitschek Pinheiro

Tribunal de Justiça da Paraíba

Gerência de Comunicação Institucional

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